Faturamento de shoppings cresceu 75% em 25 anos, com R$ 201,6 bilhões registrados em 2025
O setor de shoppings centers no Brasil demonstra uma impressionante capacidade de crescimento e adaptação. Em um período de 25 anos, o faturamento real, já corrigido pela inflação, mais do que dobrou, saltando de R$ 115,5 bilhões no ano 2000 para R$ 201,6 bilhões em 2025. Esses números, divulgados pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), evidenciam a solidez e a evolução do segmento.
O período de maior prosperidade para os shoppings brasileiros ocorreu entre 2010 e 2019. De acordo com a Abrasce, fatores como a expansão do acesso ao crédito, a estabilização da inflação e um aumento significativo na confiança do consumidor foram determinantes para esse desempenho excepcional.
A relevância dos shoppings como espaços de convivência e consumo continua em alta. Conforme informação divulgada pela Abrasce, os centros comerciais brasileiros se reinventaram ao longo de seis décadas, posicionando-se na vanguarda como plataformas de interação social, compras, serviços e experiências únicas, o que reafirma sua constante capacidade de adaptação e inovação.
Expansão e Diversificação: Shoppings se Tornam Destinos Completos
O ano de 2025 fechou com 658 shoppings em operação no Brasil, e a expectativa é de que mais 11 estabelecimentos sejam inaugurados em 2026, com destaque para a região Sudeste, que já concentra o maior número de centros comerciais, com 332 unidades. Essa expansão reflete a demanda contínua por esses espaços.
Um dos indicadores mais notáveis desse novo cenário é o tempo médio de permanência dos consumidores nos shoppings, que atingiu a marca recorde de 80 minutos por visita. Essa permanência prolongada é resultado direto da diversificação de serviços oferecidos.
Clínicas médicas, academias, farmácias, serviços financeiros, estéticas e conveniências básicas foram incorporados aos shoppings, transformando-os em verdadeiros destinos multifuncionais. Isso não apenas atrai um público mais amplo, mas também incentiva os visitantes a passarem mais tempo dentro desses complexos.
Fluxo de Visitantes e Adaptação Contínua do Setor
Apesar do tempo de permanência crescente, o fluxo total de visitantes em 2025 apresentou uma leve queda. Foram registradas em média 471 milhões de visitas mensais, um recuo de 1% em comparação com os 476 milhões de 2024. Essa oscilação pode ser influenciada por diversos fatores econômicos e comportamentais.
No entanto, o presidente da Abrasce, Glauco Humai, ressalta a capacidade de resiliência e adaptação do setor. Ele enfatiza que os shoppings brasileiros seguem na vanguarda como plataformas de convivência, consumo, serviços e experiências, demonstrando sua relevância para o presente e o futuro.
Essa evolução contínua, com a inclusão de novos serviços e a busca por oferecer experiências completas, garante aos shoppings centers um papel fundamental na vida urbana e no comércio brasileiro, adaptando-se às novas demandas e comportamentos dos consumidores.