Fim do New START: Rússia e EUA concordam em agir com responsabilidade e buscam novas negociações nucleares após expiração do tratado

O tratado New START, último acordo em vigor entre Rússia e Estados Unidos para limitar seus arsenais nucleares, expirou nesta semana, gerando apreensão global. O documento estabelecia limites para ogivas atômicas estratégicas prontas para uso e impunha outras regras militares.

Apesar do fim do tratado, o Kremlin informou que ambas as nações compartilham um entendimento sobre a importância de agir de forma responsável. Há um reconhecimento mútuo da necessidade de iniciar novas negociações sobre armas nucleares em breve.

Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, “há um entendimento com os Estados Unidos de que ambos os lados agirão de forma responsável”. Ele adicionou que “Rússia e Estados Unidos reconhecem a necessidade de iniciar em breve negociações sobre armas nucleares”.

Negociações nos Bastidores e Possível Inclusão da China

Notícias recentes indicam que EUA e Rússia estariam negociando um prolongamento do tratado nuclear. Autoridades americanas ouvidas pela reportagem do “Axios” afirmaram que as conversas avançaram, mas ainda não houve consenso. Uma fonte da Casa Branca sinalizou que “haverá notícias” sobre o New START, e que um novo acordo deve incluir a China.

O governo russo lamentou o fim do tratado, mas declarou estar pronto para um “novo mundo” sem limites para armas nucleares. Dimitri Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança russo, comentou o fim do acordo com a provocação: “O inverno está chegando”.

Críticas e Propostas de Trump

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o New START em suas redes sociais, sugerindo a negociação de um novo tratado nuclear “aprimorado”. Trump afirmou que o tratado foi “mal negociado pelos Estados Unidos” e que vinha sendo “amplamente violado”. Ele alega ter evitado “guerras nucleares em diferentes partes do mundo”.

Histórico e Detalhes do Tratado New START

O New START foi assinado em 2010 e entrou em vigor em 2011, sendo estendido por mais cinco anos em 2021. Pelo acordo, Moscou e Washington se comprometiam a não implantar mais de 1.550 ogivas nucleares estratégicas e 700 mísseis e bombardeiros de longo alcance. O tratado também previa inspeções mútuas, que foram suspensas em março de 2020 devido à pandemia de Covid-19.

As negociações para retomar as inspeções estavam previstas para novembro de 2022 no Egito, mas foram adiadas pela Rússia, sem definição de nova data.