Trump ataca jornalista da CNN com “pior repórter” e “nunca te vi sorrir” em coletiva sobre caso Epstein

Durante uma coletiva de imprensa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dirigiu comentários pessoais e agressivos a uma repórter da CNN que o questionou sobre o caso Jeffrey Epstein e a liberação de documentos relacionados às vítimas.

A profissional indagou sobre a insatisfação de sobreviventes de abusos ligados a Epstein com trechos censurados nos documentos divulgados, mencionando que entrevistas completas teriam sido ocultadas e perguntando se o governo considerava que informações demais haviam sido liberadas.

Trump, visivelmente irritado, pediu que o país “seguisse para outra coisa”, alegando que nada havia sido divulgado sobre ele, exceto uma suposta “conspiração contra mim, literalmente por Epstein e outras pessoas”. A repórter insistiu, perguntando o que o presidente diria às pessoas que sentem que “não foi feita justiça”, especialmente as sobreviventes.

Ataques pessoais e críticas à CNN

Antes mesmo que a repórter concluísse a pergunta, Trump a interrompeu com ataques diretos. “Você é a pior repórter. Não é de admirar que a CNN não tenha audiência por causa de pessoas como você”, declarou o presidente.

Em seguida, Trump fez um comentário sobre a aparência da jornalista: “Ela é uma mulher jovem. Acho que nunca te vi sorrir. Conheço você há 10 anos. Acho que nunca vi um sorriso no seu rosto”.

O presidente continuou a criticar a profissional, afirmando que ela “não está dizendo a verdade” e classificando a emissora para a qual ela trabalha como “muito desonesta”. “Eles deveriam ter vergonha de você”, concluiu Trump, encerrando a interação.

Caso Epstein e a busca por justiça

O caso Jeffrey Epstein envolve acusações graves de abuso sexual de menores e conexões com figuras influentes, e continua a gerar debates públicos e disputas políticas nos Estados Unidos. A polêmica em torno da divulgação de documentos e o tratamento dado às vítimas pelo governo são pontos centrais das discussões.

Em resposta direta ao presidente, a repórter destacou que as mulheres a quem ela se referiu são “sobreviventes de um abusador sexual”, reforçando a importância da busca por justiça e pela total transparência no caso.

Contexto da investigação

Jeffrey Epstein, morto em 2019 enquanto aguardava julgamento na prisão, foi acusado de liderar uma rede de exploração sexual de menores. A divulgação de documentos judiciais, mesmo com trechos censurados, tem sido um ponto sensível, com a imprensa e grupos de apoio às vítimas buscando informações mais completas para entender a extensão das redes de abuso.

A reação de Trump reflete uma tensão contínua entre a presidência e a imprensa, especialmente em relação a temas sensíveis que podem ter implicações políticas. A abordagem do presidente em coletivas de imprensa, frequentemente marcada por confrontos com jornalistas, tem sido alvo de observação e crítica.