Arquivos de Epstein expõem Príncipe Andrew em novas e controversas imagens e relatos

Milhões de documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein foram recentemente liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, trazendo à tona novas informações e imagens que incriminam figuras proeminentes. Entre os materiais divulgados, destacam-se fotografias que mostram o **Príncipe Andrew**, filho da Rainha Elizabeth II, em uma posição comprometedora, agachado ao lado de uma mulher deitada no chão, com o rosto ocultado.

As imagens, que circulam desde sexta-feira (31), adicionam mais um capítulo à complexa teia de relacionamentos e alegações envolvendo o duque de York e o falecido financista Epstein. O caso tem ganhado cada vez mais atenção pública e midiática, com novas revelações a cada divulgação de documentos.

Essas novas evidências surgem em um momento delicado para o Príncipe Andrew, que em outubro foi despojado de seus títulos reais e instruído a deixar sua residência oficial. A pressão por transparência e responsabilização tem aumentado significativamente, impulsionada pela contínua publicação de informações sobre o escândalo Epstein, conforme divulgado pelo Departamento de Justiça dos EUA.

E-mails e depoimentos intensificam as ligações de Andrew com Epstein

Além das fotografias, os documentos recém-divulgados contêm e-mails onde o Príncipe Andrew convidava Jeffrey Epstein para conversas em caráter de exclusividade no Palácio de Buckingham. Essas correspondências reforçam a proximidade entre os dois, levantando questionamentos sobre o conhecimento do príncipe sobre as atividades ilícitas de Epstein.

Um advogado americano citado pela BBC relatou que uma mulher afirmou ter sido enviada por Epstein ao Reino Unido, ainda na casa dos 20 anos, para um encontro sexual com Andrew. O alleged episódio teria ocorrido em 2010, em uma propriedade real próxima ao Castelo de Windsor, segundo informações da agência Reuters.

Autoridades britânicas e americanas reagem às novas revelações

Diante das novas informações, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declarou no sábado (31) que o Príncipe Andrew deveria depor perante uma comissão do Congresso dos Estados Unidos. A declaração de Starmer sublinha a gravidade das alegações e a crescente pressão internacional sobre o príncipe.

A divulgação dos arquivos faz parte de um processo mais amplo conduzido pelo Departamento de Justiça dos EUA. Segundo o vice-procurador-geral, Todd Blanche, a nova leva de documentos inclui mais de 2 mil vídeos e 180 mil imagens, com um volume considerável de **pornografia comercial**. Ele garantiu que a Casa Branca não interferiu na revisão dos arquivos e que a liberação marca o fim do processo de revisão, visando a transparência para o povo americano.

Contexto da divulgação e o fim do processo de revisão

Na sexta-feira (30), o Departamento de Justiça dos EUA liberou mais de 3 milhões de páginas de documentos do caso Epstein. O objetivo, conforme declarado por Todd Blanche, foi garantir a transparência e a conformidade com a lei. A liberação desses arquivos extensos visa esclarecer as conexões de Epstein com diversas personalidades influentes em todo o mundo.

A expectativa agora é de que as novas informações possam levar a desdobramentos legais e investigações adicionais, tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos. A figura do Príncipe Andrew continua sendo um ponto central nas discussões sobre o legado e as ramificações do escândalo Epstein.