Rio Negro desacelera e sobe pouco mais de 80 centímetros em Manaus em janeiro, contrastando com ano anterior
O Rio Negro apresentou uma subida modesta em Manaus durante o mês de janeiro, registrando um aumento de apenas 81 centímetros. Este índice é significativamente inferior ao observado no mesmo período do ano passado, quando as águas subiram expressivos 3,80 metros.
O nível atual do rio, neste domingo (1º), encontra-se em 22,86 metros. No início de janeiro, o rio marcava 21,96 metros, e no último dia do mês, atingiu 22,77 metros, o que representa uma média diária de elevação de cerca de 2,6 centímetros.
A Defesa Civil do Amazonas, responsável pelo monitoramento, assegura que o Rio Negro segue em estado de normalidade na capital amazonense. A previsão é de que as águas continuem a subir gradualmente até o final do primeiro semestre do ano.
Variações em outros rios e municípios do Amazonas
A situação de subida tímida também foi observada em outras localidades. Em Itacoatiara, o Rio Amazonas encerrou janeiro com uma elevação de 95 centímetros. Já em Coari, a cheia do Rio Solimões foi ainda menor, com apenas 33 centímetros de aumento.
Por outro lado, Tabatinga, no Alto Solimões, apresentou um cenário diferente. Entre 1º e 30 de janeiro, o Rio Solimões subiu expressivos 3 metros no município.
Situação dos municípios amazonenses sob monitoramento
Além de Manaus, outros 47 municípios do Amazonas permanecem em estado de normalidade quanto aos níveis dos rios. No entanto, Tapauá, Canutama, Apuí e Humaitá estão em estado de atenção, exigindo acompanhamento mais próximo da Defesa Civil.
Guajará, Ipixuna, Eirunepé, Envira, Boca do Acre, Pauini, Itamarati, Carauari, Uarini e Lábrea, por sua vez, encontram-se em estado de alerta, indicando a necessidade de precauções e preparativos para possíveis eventualidades relacionadas ao regime hídrico.
A Defesa Civil continua monitorando de perto a evolução dos níveis dos rios em todo o estado, fornecendo informações e orientações para a população. A estabilidade do Rio Negro em Manaus, comparada a anos anteriores, é um ponto de atenção para os órgãos de gestão de desastres.