Trump abre portas para acordos com Cuba e Irã, diminuindo tensão militar e visando ‘nova liberdade’ para a ilha caribenha
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou neste domingo (1º) que enxerga possibilidades de um acordo com os governos de Cuba e do Irã. A declaração surge em um momento de escalada nas tensões, com ameaças de ação militar americana em ambos os países. Trump sugeriu que negociações podem evitar conflitos.
As falas do presidente americano ocorrem após semanas de forte retórica e ações de pressão contra os dois países. No caso do Irã, Trump tem ameaçado atacar alvos caso o país não assine um acordo de não proliferação nuclear proposto por Washington. Já com Cuba, a estratégia tem sido pressionar o regime através de cortes no fornecimento de petróleo, segundo a imprensa norte-americana.
“Estamos falando com as pessoas mais altas (do governo) de Cuba, vamos ver o que acontece. (…) Acho que faremos um acordo com Cuba”, declarou Trump a repórteres, demonstrando otimismo quanto a um desfecho positivo. A declaração foi feita após o anúncio no sábado (31) de que os EUA haviam iniciado diálogos com líderes cubanos, embora sem detalhes sobre o conteúdo das conversas.
Pressão econômica e diplomática sobre Cuba
No início de janeiro, Trump já havia previsto a iminente queda do governo cubano, intensificando as medidas para cortar o fornecimento de petróleo à ilha. Na semana passada, o presidente assinou uma ordem executiva que impõe tarifas sobre produtos de países que vendem ou fornecem petróleo a Cuba. Essa medida impactou diretamente o México, que se tornou um fornecedor crucial para Cuba após a suspensão das exportações de petróleo da Venezuela por parte dos EUA.
México alerta para crise humanitária e busca alternativas
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, alertou que as ações de Trump poderiam desencadear uma crise humanitária em Cuba. Ela afirmou na sexta-feira que o país buscaria alternativas para continuar auxiliando a ilha. “Não precisa ser uma crise humanitária. Acho que eles provavelmente viriam até nós e tentariam fazer um acordo”, disse Trump no sábado, acrescentando que, nesse cenário, “Cuba seria livre novamente”.
Ameaças ao Irã e o acordo nuclear
Em relação ao Irã, as ameaças de Trump focam na questão do programa nuclear. Os Estados Unidos têm pressionado o país do Oriente Médio a assinar um acordo de não proliferação, e a retórica belicosa tem sido uma tônica. No entanto, a possibilidade de um acordo, mesmo que ainda incerta, pode indicar uma flexibilização na postura americana, buscando evitar um confronto direto.
O futuro das relações EUA-Cuba e EUA-Irã
A abertura de Trump para negociações com Cuba e Irã representa uma reviravolta em sua política externa, marcada por um tom mais confrontador. A possibilidade de acordos, se concretizada, pode redefinir as relações bilaterais e afastar o espectro de conflitos militares. A menção a uma “nova liberdade” para Cuba sugere que o objetivo americano pode ir além das sanções, buscando uma mudança significativa no regime.