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Amazonas

QG do Crime: Justiça Eleitoral Arquiva Caso que Suspeitava de Interferência nas Eleições de Parintins Após Prova Ilícita

QG do Crime: Justiça Eleitoral Arquiva Caso que Suspeitava de Interferência nas Eleições de Parintins Após Prova Ilícita

Justiça Eleitoral do Amazonas arquiva inquérito do caso ‘QG do Crime’ que investigava interferência nas eleições de Parintins.

A Justiça Eleitoral do Amazonas decidiu pelo arquivamento do inquérito que apurava uma suposta tentativa de interferência nas eleições municipais de 2024 em Parintins. O caso, batizado de ‘QG do Crime’, envolvia suspeitas de crimes eleitorais e delitos comuns, investigados inicialmente pela Polícia Federal.

A decisão, publicada nesta segunda-feira (26), acata o pedido do Ministério Público Eleitoral. O principal motivo para o arquivamento foi a constatação de que a prova central apresentada pela Polícia Federal era ilícita, não havendo elementos legais suficientes para comprovar a autoria ou a materialidade dos crimes investigados.

Com o arquivamento, os envolvidos não enfrentarão ação penal relacionada a este caso específico. A Justiça Eleitoral determinou também a retirada do sigilo do processo, pois não há mais diligências pendentes ou circunstâncias que justifiquem sua manutenção, conforme informação divulgada pela Justiça Eleitoral do Amazonas.

Entenda o caso ‘QG do Crime’ e as suspeitas investigadas

O caso ‘QG do Crime’ teve início em 16 de agosto de 2024, após a divulgação de um vídeo gravado em 2 de agosto do mesmo ano. As imagens foram feitas na residência de Adriane Cidade, prima e ex-assessora do deputado estadual Roberto Cidade (União Brasil), que na época era candidato à Prefeitura de Manaus.

No vídeo, membros da alta cúpula do Governo do Amazonas, incluindo ex-secretários e agentes de segurança, discutiam práticas que a Justiça Eleitoral considerou ilegais. O objetivo seria, segundo as suspeitas, favorecer um dos candidatos ao pleito em Parintins.

As imagens mostravam discussões sobre práticas como compra de votos em eleições passadas, o acompanhamento de viaturas da Polícia Federal para cometer crimes longe da vigilância dos agentes, e a intenção de levar pessoas ligadas a milícias e ao crime organizado para Parintins. A ideia seria prendê-las em uma operação considerada ‘forjada’.

Polícia Federal aponta indícios de ameaças e impedimento de circulação de candidatos

De acordo com a Polícia Federal, durante as investigações surgiram indícios de que líderes comunitários ligados a uma facção criminosa estariam ameaçando eleitores. Além disso, havia suspeitas de que esses líderes estariam impendindo a circulação de candidatos em determinadas áreas do município de Parintins.

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A investigação visava apurar a possível ligação dessas ações com uma tentativa de interferência nas eleições, caracterizando crimes eleitorais e delitos comuns. A atuação do suposto ‘QG do Crime’ era o foco principal.

Governo do Amazonas exonerou secretários citados na época

À época da divulgação do vídeo e do início das investigações, o Governo do Amazonas emitiu uma nota informando que os secretários citados no caso foram exonerados. A medida, segundo o governo, visava garantir a lisura das investigações e permitir que os envolvidos se defendessem de forma justa.

A exoneração foi vista como uma forma de demonstrar o compromisso do governo com a transparência e o combate a qualquer tipo de irregularidade em processos eleitorais, mesmo antes da decisão final da Justiça Eleitoral.

Decisão judicial e o futuro dos investigados no caso ‘QG do Crime’

O juiz Otávio Augusto Ferraro, da Zona Eleitoral de Parintins, acatou o pedido de arquivamento feito pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão ressalta a importância da prova lícita para a manutenção de um processo penal.

Com o arquivamento do inquérito, a Justiça Eleitoral encerra, por ora, a investigação sobre a suposta interferência nas eleições de Parintins referente ao caso ‘QG do Crime’. Os investigados, portanto, não responderão criminalmente por esses fatos no âmbito desta ação.

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