Porta-aviões dos EUA é enviado ao Oriente Médio em meio a tensões com o Irã

O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln chegou ao Oriente Médio, conforme anunciado pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom). A presença da embarcação e de navios de escolta na região sinaliza um reforço na atuação americana, especialmente em um cenário de crescentes tensões com o Irã.

A chegada da força-tarefa ocorre em um momento crítico, com o Irã enfrentando protestos internos em larga escala. Apesar de o presidente Donald Trump ter evitado ações militares diretas contra Teerã, ele mantém todas as opções em aberto, afirmando que a movimentação é uma medida de precaução.

“Temos muitos navios indo naquela direção, só por precaução. Temos uma grande flotilha seguindo para lá. Vamos ver o que acontece”, declarou Trump em janeiro. A informação sobre a chegada do grupo de ataque foi confirmada pelo Centcom nesta segunda-feira, destacando o objetivo de promover a segurança e a estabilidade regional.

Protestos no Irã e a resposta americana

Os protestos que eclodiram no Irã no final de dezembro começaram como manifestações contra o aumento do custo de vida. No entanto, o movimento rapidamente evoluiu para questionamentos ao regime teocrático estabelecido após a Revolução de 1979. Relatos indicam uma repressão severa às manifestações.

Um grupo de direitos humanos com sede nos Estados Unidos informou que cerca de 6.000 pessoas teriam morrido durante a repressão aos protestos no Irã. Trump tem alertado repetidamente sobre a possibilidade de intervenção militar caso o Irã continue a reprimir os manifestantes.

O presidente americano chegou a incentivar os iranianos a assumirem o controle de instituições estatais, afirmando que “a ajuda está a caminho”. Contudo, até o momento, não houve ordens de ataque, especialmente após o Irã ter suspendido mais de 800 execuções, segundo relatos, após pressão dos EUA.

Irã confia em suas próprias capacidades

Em resposta à crescente pressão e às movimentações militares americanas, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, advertiu contra qualquer intervenção estrangeira. Ele enfatizou que o país confia “em suas próprias capacidades” para lidar com a situação interna e externa.

A presença do porta-aviões USS Abraham Lincoln no Oriente Médio é vista como um sinal claro da determinação dos Estados Unidos em monitorar de perto as ações do Irã e manter sua influência na região, em um delicado equilíbrio de poder e diplomacia.