MPF exige ação urgente para proteger indígenas Warao em Manaus
O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública contra o Estado do Amazonas e a Prefeitura de Manaus para combater a grave crise humanitária que afeta os indígenas da etnia Warao na capital amazonense. A medida judicial visa forçar o poder público a garantir direitos básicos negligenciados.
O órgão ministerial aponta falhas severas em áreas essenciais como saúde, assistência social, saneamento básico e segurança alimentar. Segundo o MPF, a ausência de atendimento adequado já resultou em mortes de crianças por desnutrição, um cenário alarmante que exige providências imediatas.
Conforme detalhado na ação, os indígenas Warao enfrentam condições de vida precárias, incluindo fome crônica e falta de acesso à água potável e saneamento. A dificuldade de comunicação com os serviços públicos, pela ausência de intérpretes e mediadores culturais, agrava ainda mais a vulnerabilidade da comunidade. As informações foram divulgadas pelo MPF.
Situação crítica de fome e falta de moradia digna
A ação do MPF relata que muitos indígenas Warao sofrem com **fome crônica**, chegando a se alimentar apenas uma vez a cada dois dias. A falta de moradia adequada é outro ponto crítico, com famílias vivendo em prédios abandonados ou locais sem as mínimas condições de higiene e acesso à água potável, o que **aumenta drasticamente o risco de doenças**.
Saúde e acesso a serviços públicos comprometidos
A ausência de intérpretes e mediadores culturais é apontada como um obstáculo significativo para o acesso dos indígenas Warao aos serviços públicos, especialmente na área da saúde. A **comunicação precária** entre os profissionais de saúde e os indígenas compromete a eficácia dos tratamentos e a correta orientação médica, gerando um ciclo de vulnerabilidade.
Medidas urgentes e indenização solicitadas pela Justiça
O MPF solicita à Justiça que determine medidas imediatas, como a realização de um **levantamento nutricional** detalhado das famílias Warao e a busca ativa em toda a capital para identificar e auxiliar os necessitados. A ação também pede uma indenização de **R$ 300 mil por danos morais coletivos**, valor que deverá ser revertido em ações de saúde e assistência social para a comunidade.
Responsabilidade do Estado e Município em destaque
Entre as exigências do MPF estão a contratação de intérpretes para atuar nas Unidades Básicas de Saúde e em visitas domiciliares, além da realização de mutirões em áreas sem cobertura de equipes de saúde. Hospitais de grande porte também deverão contar com mediadores culturais. A ação também aponta a **redução de repasses estaduais** para assistência social como um fator que agravou a situação de vulnerabilidade da comunidade Warao em Manaus.
O g1 buscou posicionamento do Governo do Amazonas e da Prefeitura de Manaus sobre a ação judicial e aguarda um retorno.