Morte de Alex Pretti em Minneapolis gera controvérsia entre autoridades federais e estaduais
Um grave incidente em Minneapolis, Minnesota, resultou na morte de Alex Pretti, um enfermeiro de 37 anos, por agentes federais. O fato ocorreu em meio a um clima de tensão social na cidade, com protestos contra a atuação de agentes de imigração.
Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), Pretti portava uma arma de fogo e se aproximou de um agente da Polícia de Fronteira, que agiu em legítima defesa. No entanto, autoridades locais, incluindo o governador Tim Walz e o prefeito Jacob Frey, contestam essa versão, baseados em vídeos do ocorrido.
O caso levanta sérias questões sobre a conduta das operações federais e a segurança dos cidadãos em Minneapolis. A divergência nas narrativas oficiais intensifica o debate sobre a necessidade de uma fiscalização de imigração menos agressiva.
Quem era Alex Pretti, a vítima do tiroteio
Alex Pretti era um dedicado enfermeiro da UTI no Centro Médico voltado a veteranos de guerra em Minneapolis. Conforme relatos de colegas, ele trabalhava na unidade há cerca de cinco anos e realizava pesquisas importantes sobre a prevenção de câncer de cólon em veteranos.
Pretti era conhecido por seu trabalho árduo, tendo pago a faculdade de medicina enquanto trabalhava na unidade. Sua morte levanta questionamentos sobre as circunstâncias que levaram ao confronto fatal com agentes federais.
Versões conflitantes sobre o incidente
O Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que agentes federais atiraram em Alex Pretti em legítima defesa, alegando que ele resistiu violentamente a uma tentativa de desarmá-lo, portando uma pistola semiautomática de 9mm. O DHS declarou que o homem estava tentando “massacrar as forças de segurança”.
Por outro lado, o governador de Minnesota, Tim Walz, classificou o relato do DHS como “absurdo” e “mentiroso”, após assistir a vídeos do tiroteio. O prefeito Jacob Frey também descreveu a cena como “mais de seis agentes mascarados espancando um de nossos eleitores e o matando a tiros”.
Análises de vídeo pela CNN indicam que um agente federal pode ter retirado a arma de Pretti momentos antes dos disparos. Testemunhas também relataram que Pretti não ofereceu resistência nem tentou pegar sua arma.
Contexto de tensão e críticas à atuação federal
O incidente ocorre em um momento de alta tensão social em Minneapolis, com protestos frequentes contra a presença e as ações de agentes de imigração. A morte de Renee Nicole Good, também por um agente de imigração, precedeu o caso de Alex Pretti, intensificando o descontentamento popular.
O governador Tim Walz expressou sua indignação, classificando o caso como “repugnante” e pedindo diretamente ao presidente Donald Trump o fim de operações de fiscalização de imigração consideradas agressivas. Walz solicitou a retirada de “milhares de oficiais violentos e não treinados” de Minnesota.
O presidente Donald Trump utilizou sua plataforma nas redes sociais para divulgar uma foto da arma que seria de Alex Pretti, criticando o governador e o prefeito de Minneapolis. Trump questionou a ausência da polícia local e sugeriu que autoridades estaduais impediram a proteção dos agentes do ICE.