Alerta máximo nos EUA: Tempestade de inverno histórica traz frio extremo e perigo iminente para milhões de americanos.
Uma colossal tempestade de inverno avança sobre os Estados Unidos, prometendo ser o pior cenário em quatro décadas. Meteorologistas alertam para uma combinação perigosa de chuva congelante e nevascas intensas, que podem gerar condições “catastróficas” para aproximadamente 160 milhões de pessoas em diversas regiões do país.
O Meio-Oeste já sente os efeitos devastadores, com sensações térmicas que alcançaram os -40°C no último sábado (24). Em Rhinelander, Wisconsin, a temperatura de -38°C foi a mais baixa registrada em quase 30 anos, segundo a Associated Press (AP). O risco de congelamento da pele em poucos minutos é real e alarmante.
Vários estados declararam estado de emergência diante desta onda de frio ártico. A previsão indica que a tempestade se estenderá da costa da Califórnia até o centro do país, incluindo as Montanhas Rochosas e as Grandes Planícies. As informações foram divulgadas pela France Presse.
Risco de ‘acúmulo catastrófico de gelo’ e impactos severos.
O Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) dos EUA emitiu um alerta sobre a possibilidade de um “acúmulo catastrófico de gelo”. As consequências podem ser drásticas, incluindo “apagões prolongados, danos extensos às árvores e condições de viagem extremamente perigosas ou intransitáveis”, conforme detalhado pelo órgão.
Ryan Maue, meteorologista, classificou o período como “os piores dez dias de inverno em 40 anos nos Estados Unidos”. A magnitude do evento exige atenção e preparo redobrado da população e das autoridades.
Texas em alerta: Lições aprendidas e promessas de preparo.
No Texas, estado que sofreu severamente com uma tempestade similar em fevereiro de 2021, que resultou em mais de 200 mortes por hipotermia e intoxicação por monóxido de carbono, as autoridades prometem um cenário diferente. A rede elétrica, que falhou catastroficamente naquela ocasião, deixando milhões sem energia, foi reforçada.
O governador Greg Abbott assegurou que “não há nenhuma expectativa de que ocorra um corte de energia na rede elétrica”, afirmando que ela “é totalmente capaz de lidar com essa tempestade de inverno”. Em Houston, a cidade mais populosa do estado, 12 abrigos foram abertos para receber a população, incluindo pessoas em situação de rua e seus animais de estimação.
O prefeito de Houston, John Withmire, alertou para “uma tempestade muito severa que poucos moradores em Houston já vivenciaram”, prevendo “provavelmente 48 horas de temperaturas congelantes”. A cidade busca ativamente por pessoas vulneráveis que possam precisar de auxílio.
Nova York mobilizada e a complexa relação com as mudanças climáticas.
Em Nova York, a governadora Kathy Hochul também emitiu alertas sobre o frio extremo, que pode tornar perigosos até mesmo trajetos curtos ao ar livre. O estado mobilizou milhares de trabalhadores de serviços públicos, máquinas de remoção de neve e equipes de emergência para garantir a segurança e o fornecimento de energia.
A ligação entre eventos climáticos extremos como esta megatempestade de neve e gelo e as mudanças climáticas é um tema complexo. Pesquisadores apontam para um aumento no número de tempestades de inverno nos últimos 20 anos, possivelmente associado ao aquecimento acelerado do Ártico. Este aquecimento desigual pode contribuir para que o vórtice polar se desloque para o sul, afetando a América do Norte.
No entanto, especialistas ressaltam a importância de não tirar conclusões simplistas que vinculem diretamente este fenômeno à mudança climática de origem humana, indicando a necessidade de estudos mais aprofundados para entender completamente essa relação.