Tarcísio de Freitas adia visita a Bolsonaro na Papudinha; nova data depende de decisão de Alexandre de Moraes
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adiou a visita que faria ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na próxima quinta-feira (22.jan.2026). A decisão foi comunicada nesta terça-feira (20.jan.2026) pelo Palácio dos Bandeirantes, que alegou compromissos na agenda do governador paulista como motivo para o adiamento.
O encontro, previamente autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estava agendado para ocorrer entre 8h e 10h da manhã. Com o adiamento, Tarcísio de Freitas precisará solicitar uma nova data para o encontro, que estará sujeita a uma nova deliberação do ministro do STF.
Em nota oficial, o governo paulista reiterou que a visita foi adiada “a pedido do governador para cumprimento de compromissos em São Paulo” e que uma nova data será solicitada. A visita seria realizada na Papudinha, local conhecido como Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, onde Bolsonaro está detido.
O local da detenção de Bolsonaro e a autorização judicial
Jair Bolsonaro foi transferido para uma Sala de Estado-Maior no Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, na última quinta-feira (15.jan.2026). A decisão de transferência partiu de Alexandre de Moraes, que justificou a medida afirmando que a nova sala oferece condições mais adequadas para a custódia do ex-presidente.
A solicitação para receber a visita do governador partiu do próprio Bolsonaro na última segunda-feira (19.jan.2026). A autorização judicial de Alexandre de Moraes permitiu o encontro, que agora precisará ser reagendado.
Histórico de encontros e declarações recentes
O último encontro entre Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro ocorreu em 29 de setembro de 2025, período em que o ex-presidente cumpria prisão domiciliar. Na ocasião, Tarcísio de Freitas afirmou que disputaria a reeleição em São Paulo e negou planos de concorrer à Presidência, classificando a visita como um gesto de cortesia.
O governo paulista não detalhou quais compromissos específicos motivaram o adiamento da visita a Bolsonaro. A remarcação do encontro dependerá, portanto, de uma nova análise e autorização por parte do ministro Alexandre de Moraes do STF.