Nos últimos anos, acompanhei com especial atenção o crescimento da desinformação na internet. Notícias compartilhadas sem verificação de origem tornaram-se um dos grandes problemas sociais, especialmente em períodos de eleição ou crises sanitárias. Sempre que vejo um conteúdo duvidoso circulando em grupos de família ou redes sociais, reflito sobre como a checagem de fatos evoluiu de algo restrito às redações para uma ferramenta acessível a qualquer cidadão. O Portal i9 Amazonas sente essa responsabilidade diariamente, como fonte confiável para quem busca clareza em meio ao volume de informações.

O que é fact-checking e como surgiu no jornalismo moderno?

O termo fact-checking, originalmente usado no jornalismo norte-americano, refere-se à checagem rigorosa de dados, declarações e informações antes da publicação. Nos primórdios, esse processo acontecia no bastidor das redações, com equipes dedicadas a cruzar dados e certificar fontes. Com a era digital, essa prática ganhou novo significado. Hoje, não é só o jornalista quem verifica fatos: influenciadores, organizações e até leitores participam da validação da informação.

Desde o início do século XXI, com o crescimento exponencial das redes sociais, ficou mais fácil divulgar conteúdos enganosos. Essa rapidez impôs ao jornalismo o desafio de se adaptar, tornando a checagem uma etapa cada vez mais transparente e participativa.

Transparência na informação gera confiança no leitor.

Por que a checagem de fatos é essencial contra fake news?

Refletindo sobre situações recentes, lembro do impacto real que uma fake news pode provocar. Durante a pandemia, muitas notícias falsas sobre vacinas circularam amplamente. A pesquisa conduzida pela Universidade Estadual do Ceará indicou a relação direta entre o aumento da mortalidade e a desinformação. Ou seja, a ausência de verificação afetou decisões críticas, como a vacinação.

Vi também aumentos de óbitos relacionados à proliferação de boatos durante a pandemia, como mostra a pesquisa financiada pela CAPES. Não se trata só de política: saúde, economia, segurança e direitos civis também estão em risco quando tomamos decisões baseadas em informações erradas.

A rápida disseminação de inverdades é facilitada pela confiança total em redes sociais. Segundo relatório da OCDE citado pela Rádio USP, o Brasil lidera no consumo de notícias por essas plataformas, mas mostra dificuldades em diferenciar o que é real do que é falso. Em minha opinião, isso reforça o papel de portais confiáveis como o Portal i9 Amazonas.

Pessoa segurando smartphone analisando notícias digitais em tela clara

Como funcionam as agências de checagem?

Ao estudar o trabalho de agências especializadas, percebo que o processo é metodológico e rigoroso. No Brasil e no exterior, essas organizações agem em etapas bem definidas para garantir imparcialidade. Primeiro, monitoram temas de grande repercussão, coletando conteúdos virais ou declarações de impacto. Depois, investigam as fontes originais, checando dados públicos, bases oficiais e testemunhos de especialistas.

A transparência e a imparcialidade são as bases para a credibilidade da checagem. Qualquer interpretação tendenciosa ou ocultação de dados coloca tudo a perder. Por isso, as melhores práticas incluem:

  • Disponibilizar o passo a passo da investigação;
  • Citar fontes confiáveis e públicas;
  • Mostrar evidências, documentos e entrevistas;
  • Corrigir eventuais erros publicamente.

Durante períodos eleitorais, por exemplo, as agências reforçam a checagem de promessas, discursos e conteúdos virais. O objetivo é oferecer ao público elementos concretos para tomada de decisão consciente. Muitas vezes, colaboram com redações abertas e iniciativas públicas de combate às fake news, como o projeto Brasil Contra Fake, do governo federal.

Jornalista em redação analisando notícias em dois monitores

Transparência e imparcialidade fortalecem a confiança

Na minha experiência, leitores ficam mais seguros quando compreendem como o processo de verificação funciona. Agir de forma transparente, mostrar a origem dos dados e corrigir publicamente um equívoco não abalam a confiança, pelo contrário, a reforçam.

Imparcialidade não significa neutralidade absoluta, mas o compromisso de basear conclusões apenas em fatos comprovados. Quando o Portal i9 Amazonas publica notícias políticas, como as da seção Política, seguimos esses mesmos critérios, consultando fontes diferentes e explicando o racional por trás da apuração.

Cabe também aos leitores exigir transparência, questionando fontes e participando das discussões sem medo de rever opiniões frente a dados confirmados.

Como identificar fontes confiáveis e evitar compartilhar fake news?

Receber uma notícia impactante e repassar para grupos é quase automático. Já perdi as contas de quantas vezes parei para investigar links duvidosos antes de compartilhá-los. Identificar se uma página é confiável não é difícil, desde que adotemos alguns hábitos simples.

  • Verifique se a notícia aparece em mais de um veículo de credibilidade;
  • Procure nomes de jornalistas e datas de publicação;
  • Desconfie de conteúdos sem assinatura ou carregados de opiniões sem base;
  • Confirme se há links para documentos oficiais, como leis, pesquisas ou comunicados de órgãos competentes.

O buscador do Portal i9 Amazonas é uma boa ferramenta para investigar a repercussão local ou nacional de um fato e complementar suas fontes.

Repostar é fácil. Verificar é responsabilidade.

Já no contexto da pandemia, o Ministério da Saúde reforçou a necessidade de identificar fake news sobre medicamentos e vacinas, pontuando os riscos de práticas desinformativas para a saúde pública. E a Organização Mundial da Saúde já classifica a desinformação como ameaça séria à saúde.

Dicas para evitar a propagação de notícias falsas

Ao longo da minha jornada jornalística, adotei alguns passos infalíveis para não ser enganado e não ajudar a espalhar desinformação:

  1. Leia além da manchete – muitas armadilhas estão em títulos sensacionalistas;
  2. Repare no endereço da página (um site estranho é sinal de alerta);
  3. Consulte se a notícia já foi corrigida ou desmentida em espaços de checagem, como a seção Polícia do Portal i9 Amazonas, que traz investigações em destaque;
  4. Nunca repasse imediatamente, especialmente se sentir indignação ou espanto;
  5. Informe-se sobre as técnicas de manipulação mais comuns (edição de imagens, textos truncados, fake profiles);
  6. Promova a discussão saudável e incentive a educação midiática entre amigos e familiares, tema já tratado em reportagens anteriores do portal.

Valorizar a alfabetização midiática faz toda diferença, como demonstrei em minhas análises em outras matérias, a exemplo do conteúdo especial sobre desinformação já publicado no Portal i9 Amazonas.

Conclusão

Como jornalista e leitor, acredito na força de uma sociedade bem informada. O combate às fake news começa em cada cidadão, mas também depende da atuação de portais como o Portal i9 Amazonas, comprometido com a transparência e a credibilidade. Se quiser entender mais sobre os bastidores da notícia, recomendo acompanhar nossos conteúdos diários e conferir seções como política, polícia, economia e cultura.

Procure sempre questionar, buscar fontes seguras e incentivar o debate respeitoso. Juntos, podemos fortalecer o hábito de checar antes de compartilhar e fazer da informação uma aliada do desenvolvimento.

Perguntas frequentes sobre fact-checking

O que é fact-checking?

Fact-checking é o processo de verificar informações, dados e declarações para confirmar sua veracidade antes de serem divulgados. No contexto jornalístico, esse método envolve cruzamento de fontes, análise documental e consulta a especialistas, buscando uma comunicação transparente e baseada em fatos comprovados.

Como identificar uma fake news?

Observe se a notícia aparece em vários sites confiáveis, confira autoria, data e fontes citadas e analise se há sinais de manipulação de imagens ou textos muito sensacionalistas. Desconfie de conteúdos que apelam para emoções extremas ou incentivam encaminhamento em massa sem comprovação.

Quais são as melhores fontes de checagem?

As melhores fontes são aquelas que apresentam metodologia clara, citam documentos oficiais e mantêm histórico de imparcialidade. Portais reconhecidos por sua transparência, órgãos de imprensa comprometidos com a apuração rigorosa e bases científicas públicas são escolhas seguras. O próprio Portal i9 Amazonas atua nessa linha, publicando apurações detalhadas e corrigindo eventuais equívocos de forma aberta.

Como fazer checagem de notícias?

O primeiro passo é buscar a origem do conteúdo. Depois, compare com outras fontes de credibilidade, cheque datas, nomes e contextos e consulte documentos oficiais. Para temas mais complexos, como saúde ou política, procure reportagens aprofundadas e utilize buscadores confiáveis como os oferecidos em portais responsáveis.

Por que o fact-checking é importante?

Porque impede que desinformação afete decisões pessoais e coletivas, protege a saúde, a democracia e os direitos civis e reforça a confiança do público na imprensa e nas instituições. A checagem também estimula a educação midiática e fortalece o debate público consciente.