EUA intensificam bloqueio de petróleo venezuelano com apreensão de mais um navio
As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma nova apreensão de um navio petroleiro com ligações à Venezuela. A ação, que ocorreu no Caribe, marca a sétima apreensão do tipo desde o início da campanha do presidente Donald Trump para controlar as exportações de petróleo do país sul-americano.
O Comando Sul das Forças Armadas dos EUA divulgou que a abordagem ao navio Sagitta foi bem-sucedida e ocorreu “sem incidentes”. Esta operação reforça a determinação americana em impedir o fluxo de petróleo venezuelano para mercados internacionais, especialmente de embarcações sob sanções.
A política externa de Trump tem focado intensamente na Venezuela, com o objetivo inicial de remover Nicolás Maduro do poder. Após tentativas diplomáticas sem sucesso, a administração americana tem empregado medidas de pressão econômica, incluindo o controle sobre os recursos petrolíferos do país, visando desestabilizar o regime.
Ação faz parte da estratégia para isolar o regime de Maduro
O Comando Sul destacou que a apreensão do Sagitta demonstra a firmeza dos Estados Unidos em garantir que apenas o petróleo proveniente de transações legais e coordenadas saia da Venezuela. Essa medida se insere em um contexto mais amplo de sanções impostas ao país, que visam pressionar o governo de Maduro.
A estratégia americana inclui a intercepção de embarcações que operam em desacordo com as sanções impostas, incluindo aquelas que fazem parte de uma “frota paralela” utilizada para disfarçar a origem do petróleo. Irã, Rússia e Venezuela são os principais produtores sancionados cujas exportações têm sido alvo de monitoramento.
Plano de US$ 100 bilhões para a indústria petrolífera venezuelana
Desde o início das ações mais contundentes, Trump tem sinalizado a intenção de controlar os recursos petrolíferos da Venezuela por tempo indeterminado. Existe um plano ambicioso de investimento na ordem de US$ 100 bilhões para a reconstrução da debilitada indústria petrolífera do país.
A apreensão do sétimo navio petroleiro representa mais um passo na ofensiva dos EUA contra o comércio de petróleo venezuelano. A ação reforça a mensagem de que os Estados Unidos estão comprometidos em fazer cumprir as sanções e em buscar uma resolução para a crise política e econômica na Venezuela.