Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, Confirma Milhares de Mortos em Protestos e Ataca Donald Trump
Em uma declaração sem precedentes, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, admitiu pela primeira vez que os recentes protestos no país resultaram na morte de “milhares” de pessoas. Khamenei também dirigiu críticas contundentes ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificando-o como “criminoso”.
As declarações do líder iraniano surgem em um momento de escalada de tensões entre o Irã e os Estados Unidos, com trocas de acusações e um clima de incerteza internacional. A crise econômica no Irã, que intensificou a desvalorização da moeda local e o aumento de preços de alimentos, tem sido o estopim para as manifestações populares.
Desde o final de dezembro, milhares de iranianos têm ido às ruas expressar descontentamento com o regime e a situação econômica. Os protestos, que começaram em Teerã com greves de comerciantes, evoluíram para confrontos e atos de vandalismo, segundo relatos oficiais. Conforme informação divulgada pelas fontes, o líder supremo do Irã chamou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criminoso, neste sábado (17), e assumiu pela primeira vez que os protestos no país tiveram “milhares” de mortos.
Ataques de Khamenei a Trump e Acusações de Interferência
Khamenei acusou diretamente o presidente americano de ter encorajado os manifestantes, afirmando que Trump “fez declarações pessoalmente, encorajou os manifestantes a prosseguirem e disse: ‘Nós os apoiamos, nós os apoiamos militarmente'”. O líder supremo reiterou a crença de que os Estados Unidos buscam dominar os recursos econômicos e políticos do Irã.
“Consideramos o presidente dos EUA um criminoso, devido às vítimas e aos danos, devido às acusações contra a nação iraniana”, declarou Khamenei. Ele descreveu os manifestantes como “soldados rasos” dos Estados Unidos, alegando que eles destruíram mesquitas e centros educacionais, além de ferir e matar pessoas.
Tom Conciliatório de Trump e Crise Econômica no Irã
As declarações de Khamenei ocorreram um dia após Donald Trump adotar um tom mais conciliatório, afirmando que “o Irã cancelou o enforcamento de mais de 800 pessoas” e que ele “respeita muito o fato de terem cancelado”. Trump não detalhou com quem teria conversado para confirmar o cancelamento de execuções planejadas, mas seus comentários foram interpretados como um possível recuo em relação a uma ação militar.
Anteriormente, Trump havia emitido mensagens aos iranianos afirmando que “a ajuda está a caminho” e que seu governo “agiria de acordo” se a repressão aos manifestantes continuasse. A crise econômica no Irã, marcada pela desvalorização de 56% do rial frente ao dólar em um ano e um aumento médio de 72% no preço dos alimentos, aprofundou o descontentamento popular e desencadeou a onda de protestos contra o regime.
Protestos Evoluem para Confrontos
Na capital, Teerã, os protestos se iniciaram com uma greve de comerciantes no principal mercado da cidade. Posteriormente, a mobilização se expandiu para outras áreas, resultando em confrontos. Em um dos incidentes, manifestantes teriam atirado pedras contra policiais, com relatos de um policial efetuando disparos.