Presidente de escola de samba detido em Manaus por suspeita de violência doméstica contra ex-esposa

Cleildo Barroso, o “Caçula”, de 34 anos, presidente da escola de samba A Grande Família, foi detido na madrugada desta sexta-feira (16) em Manaus. Ele é suspeito de ter agredido e ameaçado a ex-esposa, a passista Marryeth Figueiredo, de 29 anos. O caso ganhou repercussão após a vítima relatar os acontecimentos nas redes sociais.

O dirigente foi levado à Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), onde foi autuado em flagrante por violência doméstica. Posteriormente, foi liberado após o pagamento de fiança estabelecida pela justiça. A defesa de Barroso afirmou que ele colaborou com os procedimentos legais e já retornou à sua rotina.

Conforme relatado por Marryeth Figueiredo nas redes sociais, as agressões teriam sido motivadas por ciúmes, após o suspeito encontrar mensagens antigas no celular dela. A passista descreveu que as agressões começaram dentro de um carro, com tapas, e continuaram na residência do ex-marido, onde ela teria sido derrubada no chão e ameaçada de morte.

Vítima relata ameaças com faca e pede socorro

A vítima detalhou ainda que, durante a discussão, foi intimidada com uma faca. Ela conseguiu escapar e pedir socorro, o que levou vizinhos a acionarem a Polícia Militar. Após ser liberada, Marryeth utilizou suas redes sociais para expor o caso, divulgando vídeos e mensagens que, segundo ela, corroboram sua versão dos fatos. Ela também mencionou que Cleildo Barroso teria um histórico de agressões contra outras mulheres.

Defesa da vítima considera soltura inadequada e pede medidas protetivas

A defesa de Marryeth Figueiredo informou que considera a soltura de Cleildo Barroso inadequada. Por isso, irá solicitar ao Ministério Público do Amazonas (MPAM) a adoção de medidas protetivas de urgência para a vítima, além do pedido de prisão preventiva do investigado. A expectativa é que a justiça reavalie a situação e garanta a segurança da passista.

Defesa de Cleildo Barroso alega natureza íntima do caso

Em nota oficial, a defesa de Cleildo Barroso confirmou sua condução à Delegacia da Mulher, mas ressaltou que ele cumpriu os procedimentos legais e colaborou com a polícia. O comunicado também enfatiza que o dirigente já se encontra em casa, com a família, e que o caso deve ser tratado com discrição e cautela, por se tratar de uma “situação de natureza íntima e pessoal”. A defesa ainda destacou que o episódio não possui qualquer relação com o cargo que Cleildo ocupa na escola de samba.

A defesa de Barroso finalizou informando que todas as medidas legais cabíveis estão sendo adotadas e que esta será a única manifestação pública sobre o caso. Esclarecimentos adicionais, segundo a nota, serão prestados apenas às autoridades competentes. O caso levanta novamente o debate sobre a violência doméstica e a necessidade de proteção às vítimas, mesmo em situações envolvendo figuras públicas.