Trump lança governo de transição em Gaza e exige desmilitarização do Hamas
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a formação de um governo de transição em Gaza, marcando um passo significativo em seu plano de paz para a região. A iniciativa, divulgada em suas redes sociais, visa estabelecer uma nova administração com foco em desmilitarização e reconstrução.
O anúncio coincide com o início da Fase Dois do plano de 20 pontos de Trump, conforme detalhado pelo enviado especial dos EUA para a paz na Faixa de Gaza, Steve Witkoff. Esta nova etapa prevê a criação de um comitê tecnocrático palestino para administrar Gaza durante o período de transição.
A formação do governo de transição em Gaza foi detalhada por Trump em sua plataforma Truth Social, onde ele expressou apoio ao recém-nomeado Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG). Conforme divulgado pelos EUA, o plano busca uma transição de um cessar-fogo para um novo arranjo político e de segurança, com a participação de aliados como Egito, Turquia e Catar.
Nova Administração em Gaza e Foco na Desmilitarização
O governo de transição em Gaza, liderado pelo Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), tem como objetivo principal gerenciar a região durante um período crucial. O plano, que faz parte de uma estratégia mais ampla de 20 pontos, visa reestabelecer a ordem e iniciar o processo de reconstrução.
Steve Witkoff, enviado especial dos EUA, explicou que a Fase Dois do plano de Trump foca na criação desta administração tecnocrática e na desmilitarização completa de Gaza. Isso inclui o desarmamento de todo o pessoal considerado “não autorizado” na Faixa de Gaza, um ponto central para as negociações de paz.
Trump, em sua declaração, deixou clara a exigência para que o Hamas cumpra seus compromissos, incluindo a devolução de corpos de reféns a Israel e a imediata desmilitarização. Ele enfatizou que o grupo pode escolher o caminho “fácil” ou o “difícil”, sugerindo que a cooperação é essencial para evitar consequências negativas.
Apoio Internacional e Pressão sobre o Hamas
Os Estados Unidos contam com o apoio de nações como Egito, Turquia e Catar para garantir um acordo de desmilitarização com o Hamas. A colaboração internacional é vista como fundamental para a implementação bem-sucedida do plano de paz e a estabilização da região.
Witkoff destacou os resultados positivos da Fase Um do plano, que, segundo ele, garantiu a manutenção do cessar-fogo, permitiu a entrada de ajuda humanitária em larga escala e resultou na liberação de reféns sobreviventes. Além disso, 27 dos 28 reféns mortos tiveram seus restos mortais devolvidos.
O enviado especial dos EUA também alertou que o descumprimento das obrigações por parte do Hamas “acarretará sérias consequências”, embora não tenha especificado quais medidas poderiam ser tomadas. A pressão sobre o grupo terrorista é clara, com o objetivo de avançar para uma solução pacífica e duradoura.
Próximos Passos e o Futuro de Gaza
A divulgação dos membros do Conselho da Paz para Gaza, anunciado por Trump nesta quarta-feira, é aguardada com expectativa. A composição deste órgão, juntamente com o NCAG, definirá os próximos passos para a governança e a reconstrução da Faixa de Gaza.
O plano de Trump para acabar com o conflito em Gaza é ambicioso e multifacetado, abrangendo desde a segurança e desmilitarização até a administração e reconstrução. A implementação da Fase Dois representa um avanço crucial, mas o sucesso dependerá da cooperação de todas as partes envolvidas, especialmente do Hamas.
A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, na esperança de que o plano de paz proposto pelos Estados Unidos possa finalmente trazer estabilidade e um futuro mais promissor para o povo de Gaza, encerrando anos de conflito e sofrimento.