Autoridade iraniana chocante: “Terroristas” responsáveis por 2.000 mortes em protestos no Irã

Um número alarmante de mortes foi divulgado por uma autoridade do Irã, que afirmou que cerca de **2.000 pessoas perderam a vida** durante os intensos protestos que têm abalado o país.

A declaração, feita à agência de notícias Reuters, aponta o dedo para grupos que o governo classifica como “terroristas” como os principais responsáveis pela tragédia.

A violência teria ceifado vidas não apenas de manifestantes, mas também de membros das forças de segurança, evidenciando a escalada do conflito e a gravidade da situação no Irã.

Culpados por mortes de civis e de segurança

Segundo a autoridade iraniana, os grupos “terroristas” são diretamente culpados pelas mortes de civis e de membros das forças de segurança durante os protestos. Esta acusação busca direcionar a responsabilidade para fora do próprio governo, atribuindo a culpa a entidades externas.

A declaração sugere que a brutalidade observada nos confrontos não foi um resultado direto da ação das forças de segurança, mas sim uma consequência da interferência e violência promovida por esses grupos extremistas.

Essa narrativa visa deslegitimar os protestos, apresentando os manifestantes como peões manipulados por forças hostis ao regime, e justificar as medidas de repressão tomadas.

Protestos que abalam o Irã há meses

Os protestos no Irã, que já se estendem por vários meses, foram desencadeados inicialmente pela morte de Mahsa Amini, uma jovem curda detida pela polícia da moralidade por supostamente usar o véu de forma inadequada. A revolta se espalhou rapidamente pelo país, ganhando contornos de um levante contra o regime.

As manifestações têm sido marcadas por confrontos violentos entre manifestantes e as forças de segurança. Relatos indicam o uso de força excessiva por parte das autoridades, incluindo munição real, contra os civis que saem às ruas.

A comunidade internacional tem acompanhado com grande preocupação a repressão aos protestos no Irã, com diversos países e organizações de direitos humanos condenando a violência e pedindo o fim da repressão e o respeito aos direitos básicos dos cidadãos iranianos.

O papel dos “terroristas” na narrativa oficial

A menção a “terroristas” como os responsáveis pelas mortes serve a um propósito claro na estratégia de comunicação do governo iraniano. Ao rotular os oponentes como terroristas, o regime busca justificar a severidade de suas ações e obter apoio interno e externo para suas medidas de segurança.

Essa tática visa descreditar o movimento de protesto, associando-o a grupos violentos e extremistas, e afastando a simpatia que as manifestações poderiam ter conquistado junto a setores da sociedade.

A acusação de que 2.000 pessoas morreram em decorrência da ação desses grupos, segundo a autoridade iraniana, reforça a narrativa de que o país estaria sob ataque de forças internas e externas que buscam desestabilizá-lo. A atribuição de culpa a “terroristas” é um elemento central para a manutenção do discurso oficial sobre a crise no Irã.