domingo, 20 de setembro de 2026 | Manaus, AM
Ao Vivo
Eleições 2026: Professora Maria do Carmo (PL) promete revolucionar cultura e ampliar vagas no Liceu de Parintins Campanha Eleitoral AM 2026: Veja o que fizeram os candidatos ao governo do Amazonas neste sábado (19) e os planos para o interior TCE-AM Suspende Licitação de R$ 2 Milhões em Manacapuru; Prefeita Aliada de Omar e Braga é Alvo de Investigação Gilberto Vasconcelos (PSTU) propõe câmeras corporais em segurança e reforço em saúde e educação para o Amazonas Marinha e Funai abrem 127 vagas no Amazonas com salários de até R$ 11 mil: veja como participar Jordan Lima desabafa após sequestro em Manaus: ‘Pensei que não voltaria vivo’, influenciador relata traumas e pede cautela Aves Silvestres em Caixas: 37 Animais Resgatados em Ação Policial na BR-110, Bahia; Motorista Detido Apagão em Manaus: Defensoria Pública aciona Âmbar Energia na Justiça com pedido de R$ 2 milhões por danos morais coletivos Eleições 2026: Professora Maria do Carmo (PL) promete revolucionar cultura e ampliar vagas no Liceu de Parintins Campanha Eleitoral AM 2026: Veja o que fizeram os candidatos ao governo do Amazonas neste sábado (19) e os planos para o interior TCE-AM Suspende Licitação de R$ 2 Milhões em Manacapuru; Prefeita Aliada de Omar e Braga é Alvo de Investigação Gilberto Vasconcelos (PSTU) propõe câmeras corporais em segurança e reforço em saúde e educação para o Amazonas Marinha e Funai abrem 127 vagas no Amazonas com salários de até R$ 11 mil: veja como participar Jordan Lima desabafa após sequestro em Manaus: ‘Pensei que não voltaria vivo’, influenciador relata traumas e pede cautela Aves Silvestres em Caixas: 37 Animais Resgatados em Ação Policial na BR-110, Bahia; Motorista Detido Apagão em Manaus: Defensoria Pública aciona Âmbar Energia na Justiça com pedido de R$ 2 milhões por danos morais coletivos
Política

Petro e Nobel da Paz Repudiam Ataque dos EUA à Venezuela: “Nova Doutrina Monroe” e Risco de Precedente Internacional

Petro e Nobel da Paz Repudiam Ataque dos EUA à Venezuela: “Nova Doutrina Monroe” e Risco de Precedente Internacional

Presidente da Colômbia e Nobel da Paz se unem contra ações dos EUA na Venezuela, alertando para perigosos precedentes.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e o renomado Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, deram um passo significativo ao assinar um manifesto que expressa profunda preocupação com as recentes ações dos Estados Unidos contra a Venezuela.

Este documento, endossado por uma lista de intelectuais de peso internacional, incluindo o economista Jeffrey Sachs e a historiadora Aviva Chomsky, classifica as intervenções americanas como uma reedição da Doutrina Monroe, historicamente utilizada para justificar ingerências na região.

O manifesto lança um alerta contundente sobre as consequências dessas ações para a soberania latino-americana e para a estabilidade da ordem jurídica global, argumentando que o que ocorre na Venezuela pode se tornar um perigoso precedente.

O Retorno da Doutrina Monroe e a “Fronteira Selvagem”

No texto, os signatários descrevem as operações e ameaças de intervenção como uma nova versão da Doutrina Monroe e da Doutrina de Segurança Nacional. Eles comparam essa lógica ao conceito de “espaço vital” empregado pelo Terceiro Reich, ressaltando a gravidade histórica dessas doutrinas.

O manifesto afirma que a ação americana contra a Venezuela representou o “reaparecimento de uma lógica histórica que a América Latina conhece com dolorosa precisão: a de ser tratada como uma fronteira selvagem, um território onde as regras que governam o ‘mundo civilizado’ são suspensas sem qualquer questionamento e a violência é exercida como se fosse um direito natural”.

Essa abordagem, segundo os intelectuais, constitui uma “obscena demonstração de impunidade perante qualquer lei”, tornando a ordem internacional dispensável. O documento aponta para uma mudança preocupante, onde a força bruta se impõe sobre os pretextos diplomáticos ou humanitários anteriormente utilizados.

Publicidade 728 × 250 Anuncie Aqui — Banner Meio de Conteúdo

A Erosão do Direito Internacional e o Silêncio Global

Os autores argumentam que ações que em outros contextos seriam consideradas crimes de guerra ou violações flagrantes da soberania são, no caso da América Latina, disfarçadas como “medidas”, “pressões” ou “operações preventivas”. Essa distinção revela uma **dupla moral** na aplicação das leis internacionais.

Para os signatários, a Venezuela não é um caso isolado, mas sim um **ensaio geral** para futuras intervenções. “Quando uma potência age dessa maneira e não enfrenta sanções efetivas, a mensagem é inequívoca: a exceção se torna a regra”, alertam.

O manifesto critica veementemente o **silêncio da comunidade internacional** diante dessas agressões. Os intelectuais sustentam que o direito internacional não desmorona de um dia para o outro, mas sim é **corroído pelo acúmulo de silêncios** e pela falta de ações concretas.

Um Chamado à Afirmação da Soberania Latino-Americana

Ao apoiar a Venezuela, os signatários defendem que se está afirmando um princípio fundamental: a América Latina não é o quintal de nenhuma nação, nem uma zona de sacrifício. A luta é pela **defesa da soberania e da autodeterminação** de todos os povos da região.

O manifesto conclui com um chamado à ação, incentivando o fim da **impunidade** e a reafirmação dos princípios do direito internacional. A posição de Petro e Esquivel reforça a crescente preocupação com a política externa intervencionista e seus impactos duradouros na América Latina e no cenário global, buscando evitar que a Venezuela se torne um **precedente perigoso**.

Compartilhe: Facebook Twitter/X
Publicidade 728 × 90 Anuncie Aqui
Publicidade 970 × 160 Anuncie Aqui — Billboard Pré-Rodapé