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Irã Ameaça EUA e Israel com Retaliação Militar em Meio a Protestos Massivos e Mortes

Irã Ameaça EUA e Israel com Retaliação Militar em Meio a Protestos Massivos e Mortes

Irã em Alerta: Ameaças de Retaliação Militar e Onda de Protestos Internos

O Irã emitiu um severo aviso neste domingo (11), declarando que retaliará contra Israel e bases militares dos Estados Unidos caso o país seja alvo de um bombardeio norte-americano. A declaração surge em um momento de intensa agitação interna, com protestos contra o regime e declarações de apoio aos manifestantes por parte do presidente dos EUA, Donald Trump.

As tensões geopolíticas se elevam com as ameaças diretas de Teerã. O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou categoricamente que, em caso de ataque, “os territórios ocupados [Israel], assim como todas as bases e navios dos EUA, serão nossos alvos legítimos”, segundo a Reuters.

Este cenário de confronto se desenrola enquanto o grupo de direitos humanos HRANA reporta que os protestos no Irã já causaram a morte de ao menos 538 pessoas. As autoridades iranianas, por sua vez, intensificaram a repressão, com o chefe de polícia Ahmad-Reza Radan admitindo que “o nível de confronto contra os manifestantes se intensificou”. Conforme o jornal “The New York Times”, o presidente Trump tem sido informado sobre opções militares contra o Irã, embora ainda não tenha tomado uma decisão.

Histórico de Confronto e Acusações Mútuas

O Irã já demonstrou capacidade de retaliação no passado. Em junho de 2025, o país atacou a base militar norte-americana Al Udeid, no Catar, em resposta a bombardeios dos EUA contra suas instalações nucleares. Essa base é a maior dos EUA no Oriente Médio, abrigando mais de 10 mil soldados.

Paralelamente, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian acusou os EUA e Israel de fomentarem o caos no país através do apoio aos confrontos nas ruas, pedindo à população que se distancie de “badernistas e terroristas”. Pezeshkian também buscou uma conciliação interna, afirmando que o governo está disposto a “ouvir seu povo” e resolver as questões econômicas.

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Protestos Generalizados e Repressão Crescente

Os protestos, que eclodiram no final de 2025 contra o regime do aiatolá Ali Khamenei, ganharam escala e violência. Khamenei, em pronunciamento transmitido pela TV estatal, classificou os manifestantes como “vândalos” e “sabotadores”, e declarou que seu governo “não vai recuar”. Ali Larijani, conselheiro do aiatolá, afirmou que o Irã está “em plena guerra” e que alguns “incidentes” foram “orquestrados no exterior”.

O regime iraniano também acusou os Estados Unidos de incitarem os protestos, alegações que o Departamento de Estado americano refutou como “delirantes” e uma tentativa de desviar a atenção dos problemas internos do Irã. A repressão governamental aumentou significativamente no sábado, segundo a agência AFP.

Contexto de Fragilidade e Sanções Internacionais

O Irã não via um movimento de protesto dessa magnitude desde 2022, após a morte de Mahsa Amini. As manifestações ocorrem em um período de fragilidade para o país, marcado pela guerra com Israel e golpes sofridos por seus aliados regionais. Adicionalmente, em setembro, a Organização das Nações Unidas (ONU) restabeleceu sanções ligadas ao programa nuclear iraniano, agravando a pressão sobre o regime.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, discutiu a possibilidade de intervenção no Irã com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em uma conversa telefônica no sábado, conforme noticiado pela Reuters. A situação continua volátil, com potencial para escalada militar e um agravamento da crise humanitária interna.

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