Quando eu comecei a observar de perto as transformações e desafios da economia local, percebi algo claro: o modelo tradicional de produção e consumo não serve mais para o Amazonas. Aqui, nossos recursos naturais pedem cuidado especial, e a população busca, cada vez mais, alternativas para gerar renda de maneira sustentável. Nessa caminhada, me aproximei da ideia de economia circular e vi que ela pode, sim, transformar realidades e abrir caminhos inovadores para quem vive na região.
O que significa pensar economia circular no Amazonas?
Primeiro, é preciso entender: economia circular não é moda. Ela é, na minha experiência, uma proposta muito prática, com impacto visível em várias comunidades do Amazonas. Ao contrário do modelo linear de “extrair, produzir, descartar”, na economia circular tudo ganha mais de uma vida. Resíduos se tornam matéria-prima, produtos são reaproveitados ou reciclados, e o consumo passa a ter novas lógicas. Vejo isso nas feiras, nos pequenos negócios, nas cooperativas e até em startups da região.
Economia circular é fazer o novo a partir do que já temos.
Observando essa dinâmica, já percebi famílias complementando a renda com iniciativas ligadas à reciclagem e ao reaproveitamento criativo. No Portal i9 Amazonas, temos acompanhado esses processos: eles crescem, conectam pessoas e respondem a uma necessidade real do nosso povo.
Como a economia circular se transforma em renda?
Minha experiência mostra que a chave está em enxergar valor onde ninguém mais vê. Pense nas embalagens plásticas, restos de madeira, eletrônicos antigos, ou nos resíduos da produção agroextrativista tão presentes no interior do estado. Esses materiais, quando aproveitados, podem se converter em:
- Produtos artesanais com identidade amazônica
- Matéria-prima para construção civil ou novas embalagens
- Peças de vestuário ou acessórios criativos
- Energia limpa a partir de resíduos biodegradáveis
- Serviços de manutenção, conserto e reuso
Vejo, por exemplo, ONGs e cooperativas que reúnem moradores para coletar resíduos sólidos nos bairros periféricos de Manaus. Eles criam, juntos, redes de coleta, pequenas indústrias de reciclagem e plataformas de venda de produtos reciclados. Já presenciei oficinas de capacitação onde jovens aprendem a criar moda sustentável, empregando restos de tecido que seriam descartados.

Esse modelo também se estende para áreas como reaproveitamento da madeira urbana, fruto do manejo de árvores caídas, e da biomassa proveniente das cadeias do açaí, castanha e cupuaçu. Em todas essas iniciativas, vejo geração de renda e, muitas vezes, o fortalecimento da autoestima local.
Exemplos de economia circular que já geram resultado
Pela região do Médio Amazonas, já acompanhei projetos onde resíduos da pesca ganham novos usos. As escamas de peixe e as carcaças, por exemplo, tornam-se fertilizantes, rações ou até biojoias, que já fazem sucesso em feiras de empreendedorismo sustentável.
Na capital, Manaus, há movimentos de upcycling, onde móveis antigos e entulhos de construção são transformados em peças de design moderno. Conheci uma pequena fábrica que usa restos de papel para criar embalagens ecológicas, algo que tem ganhado espaço nas feiras de economia sustentável. Essas histórias, que frequentemente aparecem na seção de economia do Portal i9 Amazonas, mostram como pequenas soluções podem ter efeito positivo tanto no meio ambiente quanto no bolso do cidadão.
O Amazonas é um celeiro de ideias quando se trata de reaproveitar recursos.
Também me surpreendi com um grupo de produtores rurais em Iranduba. Eles fazem compostagem caseira usando resíduos agroindustriais, reduzindo custos e vendendo adubo orgânico para pequenas hortas urbanas.
Desafios e oportunidades para o Amazonas
É claro que muita coisa ainda precisa acontecer para ampliar o impacto da economia circular. Em minhas conversas com pequenos empreendedores, ouço bastante sobre as dificuldades com capacitação, logística e acesso a mercados. Mas cada vez mais vejo incubadoras, entidades do setor público e plataformas digitais apoiando quem quer começar nesse caminho. Há cursos, consultorias e redes de venda que ajudam a divulgar e escoar produtos circulares.
Outro ponto que considero positivo é o engajamento do público jovem, já atento à sustentabilidade. Eles buscam novidades, aprendem rápido, e levam informação adiante por meio de redes sociais e projetos coletivos. Podemos ver mais exemplos e boas práticas em matérias como esta sobre jovens empreendedores ou em projetos de cultura circular descritos nesta página de cultura.
Uma barreira recorrente é a falta de informação, algo que busco combater cotidianamente enquanto escrevo para o Portal i9 Amazonas. Compartilhar experiências bem-sucedidas é um dos meios de motivar novos atores a experimentar e inovar.

Como começar na economia circular?
Em minha opinião, o primeiro passo é observar: quais resíduos estão sobrando em sua comunidade, bairro ou setor produtivo? Depois, buscar referências e conhecer experiências já existentes pode fazer toda a diferença. Aproveito para recomendar a leitura de um case inspirador publicado no Portal i9 Amazonas, onde mostramos na prática o processo de transformação do que seria lixo em oportunidade de renda.
É importante formar redes, participar de capacitações e buscar orientação técnica. Muitos empreendedores começaram pequenos, reaproveitando o que tinham à mão, e hoje já empregam mais gente e vendem para outros estados. As oportunidades são maiores quando o trabalho é coletivo e transparente.
Políticas públicas e parceiros: somando forças
Nenhum processo acontece sozinho. Em muitos casos, vejo parcerias entre moradores, associações, poder público e iniciativa privada, juntando recursos e recebendo apoio para expandir cadeias produtivas circulares. Existem linhas de crédito, editais e programas de incentivo que, por vezes, ficam escondidos por falta de divulgação. Por isso, insisto sempre: informação é parte do que move a economia circular.
Para quem busca mais detalhes sobre editais e incentivos, também já compartilhei informações em reportagens como esta sobre políticas públicas diretamente relacionadas a ações circulares no Amazonas.
Transformando desafios em renda sustentável
No fim das contas, minha experiência como observador e incentivador dessas iniciativas me faz acreditar: o Amazonas tem tudo para ser referência nacional em economia circular. A combinação entre criatividade, biodiversidade e necessidade de gerar renda traz um potencial único. Quando vejo mulheres criando biojoias, jovens recolhendo resíduos e agricultores transformando sobras em adubo, enxergo o futuro chegando mais perto.
No Portal i9 Amazonas seguimos atentos, contando histórias, indicando caminhos e, principalmente, destacando as oportunidades para quem quer construir uma nova realidade a partir do que já existe. Se você busca informações sobre economia circular, acompanhe nossos conteúdos e faça parte dessas transformações positivas.
Conclusão: Economia circular é caminho econômico e social
Depois de tanto observar, ler, pesquisar e conversar com as pessoas, reafirmo que a economia circular não só é possível como também lucrativa no Amazonas. Sua implementação fortalece comunidades, protege o meio ambiente e estimula a inovação. Para quem vive aqui, a chance de transformar resíduos em renda já é palpável e acessível.
Se você tem vontade de atuar nesse mercado ou deseja entender melhor o que já acontece, recomendo explorar as reportagens especiais do Portal i9 Amazonas. Nossa missão é informar, inspirar e conectar quem quer fazer do Amazonas um modelo de desenvolvimento responsável e próspero. Aproveite e conheça mais histórias em nossas categorias de economia e cultura, sempre atualizadas com o que acontece de melhor na região.
Perguntas frequentes sobre economia circular no Amazonas
O que é economia circular?
Economia circular é um modelo que busca manter produtos, materiais e recursos em uso pelo maior tempo possível, reduzindo a geração de resíduos e estimulando o reaproveitamento, a reciclagem e a criatividade. No lugar de descartar, a ideia central é transformar o que seria lixo em nova fonte de valor econômico e social.
Como a economia circular gera renda?
A economia circular gera renda ao criar novas oportunidades de negócios, empregos e renda extra por meio do reaproveitamento de materiais, da reciclagem, do conserto de produtos e da criação de soluções inovadoras para resíduos locais. Por exemplo, pequenas empresas podem vender produtos feitos de materiais reciclados, agricultores podem vender adubo produzido de compostagem e cooperativas podem lucrar com a venda de resíduos reaproveitados.
Quais são exemplos de economia circular no Amazonas?
No Amazonas, exemplos práticos incluem a fabricação de biojoias a partir de escamas de peixe e sementes, a compostagem de resíduos agroindustriais para venda de adubo, a reciclagem de plásticos coletados em bairros e o reaproveitamento de madeira urbana para produção de móveis ou artesanato.
Vale a pena investir em economia circular no Amazonas?
Sim, vale a pena investir, pois além de contribuir para a melhoria ambiental, a economia circular gera renda, fortalece comunidades e abre espaço para negócios inovadores alinhados às realidades locais. O interesse crescente e as experiências já consolidadas mostram que há mercado e demanda pelo setor.
Onde encontrar iniciativas de economia circular no Amazonas?
É possível encontrar iniciativas de economia circular em associações de bairros, cooperativas de reciclagem, feiras de artesanato, pequenos negócios de moda sustentável e programas de educação ambiental. O Portal i9 Amazonas publica frequentemente reportagens sobre casos e oportunidades na região, facilitando o acesso a quem busca inspiração ou parcerias.