Ministra da Cultura destaca a importância de Manoel Carlos para a identidade da teledramaturgia brasileira e o impacto duradouro de suas obras.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, expressou profundo pesar pela morte do renomado autor Manoel Carlos, que faleceu aos 92 anos neste sábado (10). A ministra ressaltou a contribuição inestimável de Manoel Carlos para a cultura brasileira, especialmente para a teledramaturgia.
Em suas palavras, Margareth Menezes afirmou: “Hoje o Brasil se despede de um dos maiores nomes da dramaturgia nacional, o querido Manoel Carlos. Autor de personagens e histórias inesquecíveis, ele ajudou a construir a identidade da teledramaturgia brasileira”.
A ministra concluiu sua homenagem com uma mensagem de esperança e reconhecimento: “Sua obra vai seguir viva na memória e em nossa cultura! À família e amigos, deixo meus sentimentos e solidariedade neste momento”. A informação foi divulgada neste sábado, conforme comunicado da família.
O Legado de Maneco na Teledramaturgia Brasileira
Manoel Carlos, carinhosamente conhecido como Maneco, deixou um **vasto acervo de novelas** que se tornaram marcos na televisão brasileira. Com mais de 15 folhetins em sua carreira, ele se notabilizou por retratar o cotidiano do Rio de Janeiro, especialmente o bairro do Leblon, e por suas protagonistas recorrentes, as “Helenas”.
Obras como “Laços de Família”, “Mulheres Apaixonadas” e “Por Amor” são exemplos de seu talento em criar tramas envolventes e personagens com os quais o público se identificava profundamente. Sua estreia autoral na TV Globo ocorreu em 1981, com “Baila Comigo”, que apresentou a primeira Helena de suas novelas.
Trajetória de Sucesso e Reconhecimento
Nascido em São Paulo em 1933, Manoel Carlos iniciou sua trajetória profissional cedo, mas logo se envolveu com o universo das artes. Sua estreia na TV foi como ator no “Grande Teatro Tupi” em 1951. Ao longo dos anos, atuou em diversas emissoras e produções, trabalhando com grandes nomes do humor e da televisão brasileira.
A partir de 1972, na TV Globo, dirigiu o programa “Fantástico” e, em 1978, lançou sua primeira novela, “Maria, Maria”. Seu trabalho autoral consolidou-se com novelas que se tornaram clássicos, como “Felicidade”, “História de Amor”, “Páginas da Vida” e “Viver a Vida”.
Vida Pessoal e Afastamento da TV
Manoel Carlos esteve afastado da televisão desde “Em Família”, novela exibida em 2014. Há cerca de seis anos, foi diagnosticado com a doença de Parkinson. Ele deixa a esposa Elisabety Gonçalves de Almeida, com quem era casado desde 1981, e suas filhas, Júlia e Maria Carolina.
A família informou que o velório será restrito a familiares e amigos íntimos, solicitando privacidade neste momento delicado. As manifestações de carinho e solidariedade têm sido recebidas com gratidão.