Reforço militar e ambiental intensifica busca pelos irmãos desaparecidos no Maranhão

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, anunciou nesta sexta-feira (9) que o Exército Brasileiro e o Batalhão Ambiental estão prestando apoio nas buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michel, desaparecidos em uma área de mata no território quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal.

A ação conjunta visa ampliar as chances de localização das crianças, que estão desaparecidas há seis dias. Segundo o governador, as operações ocorrem de forma contínua e ininterrupta, utilizando técnicas e equipamentos específicos para garantir o êxito.

Esta mobilização se soma às forças de segurança locais e moradores da comunidade, que não têm medido esforços para encontrar os irmãos. Conforme informações divulgadas pelo governo do estado, o objetivo é encerrar o sofrimento da família e da comunidade.

Entenda o caso: A busca incessante por Ágatha e Allan

As buscas por Ágatha Isabela Reis Lago, de seis anos, e Allan Michael Reis Lago, de quatro anos, entram no sexto dia. Uma força-tarefa com a participação de diversos órgãos de segurança estaduais e municipais, além de voluntários da comunidade, está empenhada em encontrá-los.

A situação ganhou um novo desdobramento na última quarta-feira (7), quando Kauã Barbosa Reis, primo das crianças, com oito anos, foi encontrado vivo. Ele estava desaparecido há quatro dias.

Kauã foi resgatado em uma área de mata no povoado Santa Rosa, a aproximadamente quatro quilômetros em linha reta de onde os irmãos foram vistos pela última vez, de acordo com a Polícia Civil do Maranhão (PCMA).

Área de buscas complexa e desafiadora

A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão (SSP-MA) confirmou que as buscas por Ágatha e Allan continuam concentradas na região do povoado Santa Rosa, local onde o menino Kauã foi localizado. A área é conhecida por sua extensa mata fechada, lagos e trilhas naturais, o que torna o trabalho de campo particularmente desafiador.

O prefeito de Bacabal, Roberto Costa, destacou a complexidade da situação, ressaltando que as crianças, por serem da comunidade quilombola, têm familiaridade com a mata. No entanto, o desaparecimento em si gerou grande estranheza e preocupação.

Novas linhas de investigação e a esperança de um final feliz

As autoridades informaram que novas frentes de investigação foram abertas para apurar todas as possíveis circunstâncias do desaparecimento. Segundo a PCMA, todas as linhas possíveis estão sendo consideradas.

O reforço do Exército e do Batalhão Ambiental demonstra a gravidade do caso e o empenho das autoridades em trazer um desfecho positivo para a família e a comunidade afetada.