Pedro Rousseff, sobrinho de Dilma, se manifesta contra prisão domiciliar para Bolsonaro no STF

O vereador de Belo Horizonte, Pedro Rousseff (PT-MG), neto da ex-presidente Dilma Rousseff, apresentou uma manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (9) contestando o pedido de prisão domiciliar humanitária feito por senadores ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A ação foi direcionada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso contra o ex-chefe do executivo. Rousseff alega que o pedido dos senadores não cumpre os requisitos legais e o classifica como uma “manobra política”.

A manifestação, com base em informações divulgadas, sustenta que a concessão de prisão domiciliar humanitária exige não apenas a presença de comorbidades, mas principalmente a comprovação de que o tratamento médico necessário não pode ser oferecido durante a custódia estatal. Conforme a fonte, Bolsonaro tem recebido acompanhamento médico regular, com autorizações judiciais para procedimentos externos quando necessário, e que a custódia na Polícia Federal oferece melhores condições que o sistema prisional comum.

Requisitos para Prisão Domiciliar Humanitária

O documento apresentado por Pedro Rousseff ao STF enfatiza que a concessão de prisão domiciliar humanitária não se baseia apenas na existência de problemas de saúde. É fundamental, segundo o vereador, que fique comprovado que o tratamento médico adequado não pode ser realizado dentro da unidade prisional onde a pessoa está detida.

Ele ressalta que Jair Bolsonaro tem tido acesso a acompanhamento médico constante. O ex-presidente conta com autorizações judiciais para realizar exames, consultas e procedimentos fora da custódia, quando estes se mostram necessários. Além disso, a manifestação aponta que a detenção na Polícia Federal oferece condições mais favoráveis do que as encontradas no sistema penitenciário comum.

Questionamento sobre o Papel dos Senadores

Um dos pontos centrais da manifestação de Rousseff questiona o papel dos senadores no processo. Ao alegarem risco à integridade física do ex-presidente durante a custódia, o vereador sugere que os congressistas estariam, indiretamente, apontando falhas na atuação da defesa técnica de Bolsonaro.

Rousseff argumenta que, caso haja desconfiança sobre a eficácia dos advogados do réu, o procedimento correto seria avaliar a suficiência da defesa. Essa avaliação poderia, eventualmente, levar à substituição dos advogados, conforme previsto na legislação processual penal, em vez de buscar uma flexibilização do regime de custódia.

“Se senadores deixam de trabalhar para o povo para peticionar numa ação penal, fica a pergunta: pra que advogado?”, questiona o vereador no documento, criticando a intervenção política no caso.

Pedido ao STF e Próximos Passos

Na conclusão de sua manifestação, Pedro Rousseff solicita ao STF que rejeite integralmente o pedido de prisão domiciliar humanitária para Jair Bolsonaro. Como alternativa, ele pede que o Tribunal avalie a adequação da defesa técnica atual do ex-presidente.

Caso considere necessário, o vereador sugere que o STF determine a substituição dos advogados de Bolsonaro. O Supremo Tribunal Federal agora analisará tanto o pedido original dos senadores quanto a contesta��o apresentada por Pedro Rousseff antes de tomar uma decisão sobre a situação prisional do ex-presidente.