Nova apreensão de petroleiro venezuelano nos EUA: “Olina” interceptado perto de Trinidad e Tobago, totalizando cinco navios em poucas semanas.

Os Estados Unidos deram continuidade à sua política de sanções contra a Venezuela, realizando uma nova apreensão de um petroleiro no Caribe. O navio, identificado como Olina, foi interceptado nas proximidades de Trinidad e Tobago nesta sexta-feira (9).

Esta operação marca a quinta interceptação de navios associados à Venezuela pelas autoridades americanas nas últimas semanas. A ação reforça a estratégia de Washington em dificultar o fluxo de petróleo do país sul-americano.

Segundo informações divulgadas pela agência de notícias Reuters, um funcionário americano confirmou o processo de apreensão do Olina. A notícia chega após uma série de outras interceptações que têm chamado atenção internacional.

Detalhes da apreensão e a estratégia americana

O petroleiro Olina navegava sob a bandeira de Timor-Leste, mas utilizava essa identificação de forma falsa, segundo dados públicos de navegação. O navio estava em rota de retorno à região após ter partido da Venezuela, o que sugere a continuidade das atividades comerciais vetadas pelos EUA.

A apreensão do Olina ocorre poucos dias após outras ações significativas. Na quarta-feira (7), os Estados Unidos já haviam capturado dois outros petroleiros venezuelanos no mesmo dia. Essas ações demonstram a persistência e a ampliação do cerco marítimo.

Bloqueio total e o futuro das sanções

Em resposta às apreensões, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, reiterou que o bloqueio de petroleiros venezuelanos “continua em vigor em todo o mundo”. A declaração reforça a determinação americana em manter a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro.

A política de “bloqueio total” às embarcações venezuelanas foi imposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em dezembro. Desde então, as apreensões têm se tornado mais frequentes, impactando diretamente a economia venezuelana e o setor de exportação de petróleo.

As interceptações recentes, incluindo a do petroleiro Olina, sinalizam que os Estados Unidos não pretendem relaxar as sanções impostas. A estratégia visa isolar ainda mais o regime venezuelano e cortar suas fontes de receita, especialmente aquelas ligadas à venda de petróleo.