O Diário Oficial da União (DOU) publicou neste sábado, em edição extra, o extrato que formaliza um empréstimo de R$ 12 bilhões destinado aos Correios. A aprovação do Tesouro Nacional para a operação ocorreu em 18 de agosto, com o objetivo principal de viabilizar a reestruturação econômico-financeira da empresa estatal.

Este montante representa uma concessão inferior aos R$ 20 bilhões inicialmente solicitados e negados pelo Tesouro no início do mês. Os fundos serão fornecidos por um consórcio de instituições financeiras, incluindo Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

O contrato estabelece um prazo de pagamento de 15 anos, com um período de carência de três anos. A taxa de juros definida é de 115% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), um percentual considerado favorável, pois fica abaixo do limite usual de 120% do CDI para operações com garantia da União. O CDI é uma taxa de referência para operações interbancárias, próxima à taxa básica de juros, a Selic.

Os recursos obtidos poderão ser alocados para diversas finalidades, como o financiamento de capital de giro, investimentos estratégicos da companhia, pagamento de comissões relacionadas à estruturação do crédito e outras despesas inerentes ao plano de reestruturação.

De acordo com o Tesouro Nacional, a operação atende aos rigorosos critérios de capacidade de pagamento exigidos para empresas estatais que apresentam planos de reequilíbrio financeiro validados pelas instâncias de governança competentes, assegurando a sustentabilidade da companhia.