O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva de Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante o governo de Jair Bolsonaro. A decisão ocorreu após Vasques, que estava em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, romper o equipamento e fugir para o Paraguai.

Vasques foi detido pelas autoridades paraguaias enquanto tentava embarcar em um voo com destino a El Salvador. A Polícia Federal informou ao STF que a tornozeleira eletrônica de Vasques parou de emitir sinal de GPS na madrugada de quinta-feira (25). Agentes que foram à residência do ex-diretor em São José, Santa Catarina, constataram sua ausência.

Em sua decisão, Moraes justificou a conversão da prisão domiciliar em preventiva pela fuga do ex-diretor. “A fuga do réu, caracterizada pela violação das medidas cautelares impostas sem qualquer justificativa, autoriza a conversão das medidas cautelares em prisão preventiva”, escreveu o ministro.

Silvinei Vasques foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão no âmbito da ação penal que investiga a trama golpista, cujo objetivo era manter Jair Bolsonaro no poder. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal, Vasques teria ordenado blitzes em regiões com maior intenção de voto na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva, visando dificultar o acesso de eleitores às urnas.

O ex-diretor da PRF foi preso preventivamente em agosto de 2023 e permaneceu detido por um ano. Posteriormente, Alexandre de Moraes concedeu-lhe liberdade provisória, sob a condição de cumprimento de medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e o cancelamento de seu passaporte.