Minas e Amazonas: A Dupla Que Prevê o Presidente do Brasil Desde 1989
Desde a redemocratização do Brasil em 1989, um padrão intrigante tem se repetido nas eleições presidenciais. Os candidatos mais votados nos estados do Amazonas e de Minas Gerais, em geral, acabam conquistando a Presidência da República.
Essa tendência histórica se confirmou mais uma vez nas eleições de 2026, com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O desempenho dos candidatos nesses dois estados serviu como um espelho do resultado nacional, reforçando sua importância como termômetros políticos.
O levantamento do g1, que analisa as 10 eleições presidenciais desde 1989, detalha como essa coincidência se manifestou ao longo das décadas. Acompanhe os números e entenda essa curiosa correlação que pode influenciar o cenário político brasileiro.
O Histórico Que Se Repete em 2026
A eleição presidencial de 2026 mais uma vez demonstrou a força de Amazonas e Minas Gerais como indicadores do resultado final. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 54,02% dos votos válidos no Amazonas e 50,43% em Minas Gerais, consolidando sua vitória presidencial.
O levantamento abrange as dez eleições presidenciais realizadas desde 1989. Para a análise, foram considerados os votos do turno decisivo. Em 1994 e 1998, o primeiro turno definiu os vencedores, enquanto nas demais disputas, foi o segundo turno que selou o resultado.
Amazonas: Votos Expressivos e Disputas Acentuadas
No Amazonas, a votação em favor do presidente eleito historicamente apresenta percentuais elevados. Em 2006, Lula alcançou 86,80% dos votos válidos no estado. Já em 2010, Dilma Rousseff (PT) obteve 80,57%.
Contudo, a eleição de 2018 mostrou que a proximidade entre os candidatos pode ser acentuada. Apesar de Jair Bolsonaro (PSL) ter vencido no Amazonas, a diferença para Fernando Haddad (PT) foi de apenas 9.556 votos, evidenciando uma disputa acirrada.
Minas Gerais: A Vantagem que se Ajusta ao Nacional
O estado de Minas Gerais costuma apresentar resultados mais próximos da média nacional. Em 2026, Lula obteve 50,43% dos votos em Minas, enquanto a votação nacional foi de 51,49%. Essa proximidade também foi observada em 2022, quando o petista teve 50,20% no estado e 50,90% no país.
A eleição de 2026 em Minas Gerais foi particularmente notável por ser a mais apertada do país, com uma diferença de apenas 0,86 ponto percentual entre os candidatos. Lula venceu no estado por uma margem de 109 mil votos, mesmo tendo ficado atrás no primeiro turno.
Um Padrão Que Persiste na Política Brasileira
A consistência de Amazonas e Minas Gerais em apontar o vencedor da Presidência desde 1989 é um fenômeno político que desperta atenção. A análise dos dados desde a redemocratização revela como esses estados se tornaram importantes termômetros para as eleições presidenciais.
Acompanhar a votação nesses estados oferece uma perspectiva interessante sobre o panorama político nacional e a forma como as tendências eleitorais se manifestam. A cada eleição, a expectativa se renova para ver se esse padrão histórico se manterá.