A Meta recusou a criação de um canal específico para casos urgentes envolvendo jornalistas e comunicadores, segundo o Observatório da Violência Contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, ligado ao Ministério da Justiça. O pedido buscava uma via direta para encaminhar ameaças, ataques digitais e restrições a contas.
Em nota de 20 de outubro, o governo atribuiu à empresa argumentos sobre a complexidade técnica, jurídica e operacional da proposta e sobre possíveis novas obrigações regulatórias. Segundo o observatório, a Meta também considera suficientes os canais gerais de atendimento e afirma que suas políticas alcançam todos os usuários.
Procurada pela Agência Brasil, a assessoria da Meta informou que não comentaria o assunto. A descrição das justificativas apresentadas na negociação é atribuída ao órgão federal; não constitui conclusão judicial sobre conduta da plataforma.
O ministério sustenta que a proteção a profissionais da imprensa exige resposta a situações urgentes também fora das eleições. O pedido de canal específico é distinto da discussão no TSE sobre tratamento entre campanhas presidenciais.
Fontes: Ministério da Justiça e Agência Brasil, Alex Rodrigues, consultados em 21/10/2026.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil. Manifestação em frente à sede da Meta em São Paulo, em19/10/2026, dois dias antes desta matéria; não registra a negociação do canal. Dizeres dos cartazes expressam posições dos manifestantes. Fonte da fotografia. Reprodução com indicação da fonte, conforme termos da EBC, item1e; sem alteração documental.