Dívidas de Agiotagem Levam à Prisão de Mais Dois Suspeitos pelo Homicídio de Comerciante em Manaus
A Polícia Civil do Amazonas prendeu mais dois homens, nesta quinta-feira (15), suspeitos de participar do planejamento do assassinato do comerciante Renato de Souza Rebello, de 37 anos. O crime ocorreu na noite de 31 de dezembro de 2025, em Manaus, momentos antes da chegada do Ano Novo.
Nilson Nunes Lemos, de 39 anos, e Pablo Irlem Torres Bastos, de 31, tiveram suas prisões temporárias cumpridas pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). As prisões foram realizadas nos bairros Tarumã, Zona Oeste, e Jorge Teixeira, Zona Leste da capital amazonense.
Com essas novas prisões, a DEHS informa que todos os quatro envolvidos no planejamento do crime foram detidos. A principal linha de investigação aponta que o homicídio foi motivado por dívidas financeiras, ligadas a uma rede de agiotagem e empréstimos com juros altos. O grupo teria planejado a morte para se livrar dos débitos com a vítima, conforme divulgado pela polícia.
O Crime que Chocou Manaus na Véspera do Ano Novo
Renato de Souza Rebello foi assassinado a tiros por volta das 23h20 do dia 31 de dezembro de 2025. O comerciante chegava ao seu estabelecimento, localizado na Rua Irene Maciel, na comunidade Val Paraíso, bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus, quando foi surpreendido por disparos de arma de fogo. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu na unidade de saúde.
Outros Suspeitos Já Haviam Sido Detidos
Antes das prisões desta quinta-feira, a polícia já havia detido outros dois suspeitos de participação no homicídio. São eles Sérgio Javier José Castillo Carrillo, de 32 anos, preso no bairro Nova Cidade, Zona Norte, e Jorge Alejandro Alvarado Lopez, de 25 anos, apontado como membro do grupo que arquitetou o crime. A polícia considera que a identificação e prisão de todos os articuladores do homicídio foram concluídas.
Investigação Conclui Planejamento e Motivação do Homicídio
A investigação da DEHS detalha que o grupo planejou a morte do comerciante para extinguir as dívidas de agiotagem que possuíam com ele. A ação visava, segundo a polícia, livrar-se dos compromissos financeiros de forma violenta. O caso segue sob investigação do Poder Judiciário, com todos os quatro suspeitos à disposição da Justiça.