Análise inédita revela quais estados brasileiros são mais eficientes na entrega de serviços públicos com recursos limitados.
Uma nova análise divulgada pelo Ranking de Eficiência dos Estados (REE-F) lança luz sobre o desempenho dos governos estaduais na oferta de serviços essenciais à população, comparando a qualidade e o alcance das ações com os recursos financeiros disponíveis. A pesquisa, que chega à sua segunda edição, tem como objetivo principal identificar quais Unidades da Federação conseguem entregar mais com menos, otimizando a gestão pública.
O estudo utiliza uma metodologia rigorosa para avaliar cinco dimensões centrais da responsabilidade estadual: educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças. A seleção dos indicadores levou em conta a confiabilidade das fontes, a disponibilidade de dados comparáveis entre os 26 estados e a facilidade de compreensão, garantindo um panorama claro e objetivo da eficiência administrativa.
O Ranking de Eficiência dos Estados (REE-F) busca fornecer aos cidadãos e gestores públicos uma ferramenta valiosa para entender a dinâmica da gestão estadual. Ao cruzar dados de execução de serviços com a receita corrente líquida de cada estado, o estudo permite identificar as melhores práticas e os desafios enfrentados na busca por um serviço público mais eficaz e acessível para todos os brasileiros, conforme informação divulgada pelo próprio REE-F.
Educação: Avaliando o Desempenho Escolar e o Acesso ao Ensino
Na dimensão da educação, o REE-F avalia o cumprimento das obrigações constitucionais e das diretrizes nacionais. São analisados indicadores como a frequência de crianças e adolescentes no ensino fundamental e médio, o acesso ao ensino superior estadual, a taxa de abandono escolar e o desempenho em avaliações nacionais como o Saeb, considerando notas em língua portuguesa e matemática. Os dados utilizados são os mais recentes disponíveis, provenientes do Censo Demográfico do IBGE, do Inep e da Pnad.
Saúde: Cobertura e Qualidade do Atendimento Público
A área da saúde é avaliada com base na capacidade dos estados de cooperar técnica e financeiramente com os municípios e suprir demandas não atendidas regionalmente. Indicadores como a cobertura da Atenção Primária à Saúde, a quantidade de médicos por habitante, a taxa de mortalidade infantil e a disponibilidade de leitos de internação do SUS por mil habitantes são considerados. As informações são extraídas de fontes como o E-Gestor Atenção Básica, a FGV Ibre, a Associação Médica Brasileira e o Datasus.
Infraestrutura e Segurança: Garantindo Serviços Básicos e Proteção
A infraestrutura estadual é medida pelo percentual da população com acesso a abastecimento de água e esgotamento sanitário, além da qualidade das rodovias estaduais. Para a segurança pública, o ranking foca na taxa de mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes, um indicador crucial para a avaliação do clima de segurança no estado. Os dados provêm do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), da Pesquisa CNT de Rodovias e do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Finanças Públicas: Gestão Responsável dos Recursos
A dimensão financeira do ranking analisa o comprometimento da receita corrente líquida com gastos de pessoal ativo e inativo, bem como a relação entre a dívida consolidada líquida e a receita. A receita corrente líquida per capita é utilizada na etapa final para relacionar os resultados aos recursos disponíveis em cada estado. As informações financeiras são obtidas junto ao Tesouro Nacional e relatórios de gestão fiscal.
O cálculo do índice de eficiência de cada estado é feito a partir de uma média ponderada das cinco dimensões, com saúde e educação tendo peso dobrado. O resultado é então dividido pela receita corrente líquida per capita, gerando o Índice de Eficiência do Estado. Os estados são classificados em quatro categorias: eficientes, com alguma eficiência, pouca eficiência e ineficientes, com novos pontos de corte definidos para a edição de 2026.