Manaus: Trânsito Liberado Após Rompimentos de Adutoras Causarem Caos e Falta d’Água em 157 Bairros
O trânsito na Avenida Ipase, no bairro Compensa, zona Oeste de Manaus, foi normalizado na noite de quinta-feira (17), após o rompimento de uma adutora do sistema de abastecimento de água ter causado interdição desde a manhã de quarta-feira (16).
A concessionária Águas de Manaus realizou a manutenção emergencial da tubulação na madrugada de quinta-feira, com acompanhamento da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman). Outro vazamento na Avenida Coronel Teixeira, bairro Ponta Negra, também foi reparado e a via liberada.
Os incidentes provocaram transtornos no trânsito e interrupções no fornecimento de água em bairros das zonas Oeste, Norte e Centro-Sul. Segundo o Ministério Público do Amazonas (MPAM), preliminarmente, cerca de 157 localidades podem ter sido afetadas, mas o número exato de consumidores atingidos ainda será confirmado pela concessionária e pela Ageman, conforme informações divulgadas.
Reparos e Retomada Gradual do Abastecimento
As equipes da Ageman estiveram presentes para acompanhar os reparos nos dois pontos afetados. Na quarta-feira (16), a agência já havia notificado a Águas de Manaus, solicitando explicações técnicas sobre as causas dos vazamentos e as medidas adotadas para mitigar os impactos na população.
Após a conclusão dos reparos, o abastecimento de água começou a ser retomado gradualmente nas áreas afetadas. A Ageman informou que continuará monitorando o sistema até que a normalização total do fornecimento seja alcançada, o que está previsto para ocorrer em até 48 horas.
Investigação Detalhada sobre os Rompimentos
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um inquérito para apurar as causas dos rompimentos das adutoras ocorridos na Zona Oeste de Manaus. A investigação visa esclarecer por que esse tipo de ocorrência tem se repetido na mesma região e se as medidas preventivas anteriores foram eficazes.
A investigação será conduzida pela 52ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Prodecon). O MPAM solicitou à Águas de Manaus um relatório detalhado sobre cada rompimento, incluindo as causas, características das tubulações, serviços executados e danos causados.
A concessionária também deverá apresentar o histórico de rompimentos na região, investimentos na rede, estado de conservação das tubulações e medidas para evitar novas falhas. A Ageman, por sua vez, terá que fornecer relatórios de fiscalização e avaliações técnicas independentes sobre os vazamentos.
Danos a Moradores e Comerciantes Sob Investigação
O MPAM também informou que acompanhará os pedidos de indenização feitos por moradores e comerciantes que sofreram prejuízos devido aos rompimentos. A Águas de Manaus deverá detalhar quantos pedidos de ressarcimento foram recebidos, aprovados, negados ou estão em análise.
Serão analisados casos de danos a imóveis, veículos, estabelecimentos comerciais, perda de mercadorias e interrupções prolongadas no fornecimento de água. Após a coleta de documentos, o MPAM poderá realizar inspeções técnicas e convocar audiências com a concessionária e outros órgãos públicos.
Defensoria Pública Também Cobra Explicações
A Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) também instaurou um Procedimento Coletivo para apurar os impactos dos rompimentos. Segundo o coordenador do Núcleo de Defesa dos Direitos do Consumidor (Nudecon), Christiano Pinheiro, serão avaliados tanto os prejuízos individuais quanto os coletivos, como os impactos no trânsito e no comércio.
“Essa é uma intercorrência constante, que acontece quase todos os anos”, afirmou Pinheiro. A DPAM solicitou à Ageman informações sobre fiscalizações e medidas regulatórias, e à Águas de Manaus, esclarecimentos sobre providências emergenciais e atendimento aos consumidores prejudicados.