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Política

Bolsonaro perde processo contra Janones após ser chamado de “ladrão”

Bolsonaro perde processo contra Janones após ser chamado de “ladrão”

A Justiça do Distrito Federal rejeitou uma ação movida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro contra o deputado federal André Janones (Rede-MG), após declarações do parlamentar nas redes sociais nas quais chamou Bolsonaro de “ladrão” e “vagabundo”.

Na ação, Bolsonaro pedia indenização por danos morais e alegava que Janones havia ultrapassado os limites da liberdade de expressão ao fazer acusações contra ele. A defesa do ex-presidente afirmou que as declarações configuravam disseminação de informações falsas e poderiam atingir sua imagem perante a opinião pública.

As declarações foram feitas em um vídeo publicado após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar Bolsonaro a cumprir prisão domiciliar. Na gravação, Janones também ironizou o estado de saúde do ex-presidente e fez acusações relacionadas a um suposto plano para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Segundo os advogados de Bolsonaro, Janones teria abusado do direito de crítica e incitado o ódio. A defesa também argumentou que havia uma “disparidade de armas”, já que Bolsonaro estava proibido de utilizar redes sociais e, portanto, não poderia responder publicamente às acusações.

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Janones, por sua vez, sustentou que suas declarações faziam parte de uma crítica política baseada em fatos que, segundo ele, eram de conhecimento público. O deputado citou decisões judiciais relacionadas a Bolsonaro e afirmou que as acusações estavam inseridas no contexto do debate político.

Justiça reconhece imunidade parlamentar

Ao analisar o caso, o juiz Giordano Costa, da 4ª Vara Cível de Brasília, julgou o pedido de Bolsonaro improcedente. Para o magistrado, as declarações de Janones estavam protegidas pela imunidade parlamentar e faziam parte do debate político sobre fatos de interesse público.

A decisão destacou que a discussão envolvia acontecimentos amplamente noticiados e que as manifestações estavam inseridas no espaço legítimo da crítica política. Além de não receber a indenização solicitada, Bolsonaro foi condenado a pagar R$ 5 mil em honorários advocatícios aos representantes de Janones.

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