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Amazonas

Fugas, motins e reféns: A escalada de crises em unidades prisionais de PMs no AM em 2026

Fugas, motins e reféns: A escalada de crises em unidades prisionais de PMs no AM em 2026

Crise em unidades prisionais de PMs no AM: uma cronologia de eventos

O Amazonas tem sido palco de uma série de incidentes graves envolvendo a custódia de policiais militares presos. Em pouco mais de seis meses, a região presenciou fugas em massa, investigações que levaram à prisão de outros policiais e um tenso motim com reféns.

Esses eventos expõem fragilidades na segurança e gestão das unidades prisionais destinadas a membros da corporação. A situação gerou preocupação e a necessidade de reestruturação dos sistemas de custódia e vigilância.

Acompanhe em detalhes a cronologia dos fatos que culminaram em um motim recente, onde quatro agentes foram mantidos reféns, conforme informações divulgadas pela Rede Amazônica e pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

Fuga de 23 policiais militares marca o início da crise em fevereiro

A sequência de crises teve seu pontapé inicial em 27 de fevereiro, quando 23 policiais militares presos deixaram o antigo Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas. A fuga foi descoberta durante uma vistoria de rotina.

Segundo a Polícia Militar, a maioria dos detentos, 18 deles, retornou espontaneamente na mesma noite. No dia seguinte, a corporação informou que todos os policiais foragidos haviam retornado, mas o episódio desencadeou investigações para apurar as circunstâncias da saída da unidade.

Investigações e prisões: a Operação Sentinela em março

As apurações sobre a fuga em massa levaram à deflagração da Operação Sentinela em 17 de março. Dois policiais militares foram presos sob a suspeita de terem facilitado a saída dos internos.

O então responsável pela unidade, major Galeno Edmilson de Souza Jales, também foi detido durante as investigações e, posteriormente, excluído da Polícia Militar. Medidas de reforço na segurança e investigação foram adotadas pela corporação.

Transferência para nova unidade e protestos em maio

Em 12 de maio, ocorreu uma mudança significativa na estrutura de custódia. 71 policiais militares presos foram transferidos do antigo núcleo para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas, localizada na BR-174. A nova instalação funcionava no antigo prédio da Penitenciária Feminina de Manaus.

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A transferência, parte da Operação Sentinela Maior, marcou o início da desativação da antiga unidade. A ação foi acompanhada por protestos de familiares dos policiais presos, que manifestaram descontentamento com o transporte dos detentos.

Motim com reféns: o ápice da crise em setembro

A situação atingiu um novo patamar em 1º de setembro, quando policiais militares presos promoveram um motim na nova unidade. Quatro policiais que atuavam na guarda do local foram feitos reféns pelos detentos, sendo um major e três soldados, segundo apuração da Rede Amazônica.

A negociação para o fim da crise contou com a presença de representantes da Defensoria Pública e da OAB-AM. Durante o motim, câmeras de segurança foram quebradas e celas danificadas. As reivindicações incluíam mudanças internas, como alterações no dia de visitas e a retirada de benefícios.

Um dos principais pedidos dos detentos era a transferência para outra unidade, com o desejo de retornar ao antigo núcleo prisional, o que foi descartado pelo promotor de Justiça Igor Starling.

Forças de segurança retomam o controle e investigações são instauradas

O motim foi encerrado por volta de 1h30 da madrugada de 2 de setembro, quando equipes especializadas das forças de segurança retomaram o controle da unidade. Os quatro policiais reféns foram libertados sem ferimentos.

Cerca de 120 policiais, incluindo equipes do Bope, Canil, Cavalaria e outros batalhões especializados, participaram da operação de retomada. A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas informou que procedimentos serão instaurados para apurar as circunstâncias do motim e possíveis crimes cometidos pelos policiais militares custodiados.

As informações serão encaminhadas ao Ministério Público do Estado do Amazonas e à Justiça Militar para as devidas providências legais.

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