Nepal em Alerta: Sobreviventes de Enchentes se Manifestam Enquanto Resgates Continuam, Número de Mortos Atinge Marca Trágica
Em meio à devastação causada pelas enchentes no Nepal, uma luz de esperança surge com o contato de turistas que estavam desaparecidos. Autoridades governamentais confirmaram nesta quarta-feira que alguns estrangeiros conseguiram se comunicar, trazendo alívio para famílias em todo o mundo.
As operações de busca e resgate seguem intensas, uma semana após a tragédia que varreu comunidades e deixou um rastro de destruição. O número de mortos já ultrapassa a marca de 1.100 pessoas, com mais de 3.900 ainda desaparecidas, segundo informações divulgadas pelo Ministério das Relações Exteriores do país.
Até o momento, 324 estrangeiros foram resgatados com sucesso. Contudo, a preocupação persiste, pois cerca de 590 pessoas de 39 nacionalidades continuam desaparecidas desde as fortes chuvas de 26 de agosto. Acompanhe os desdobramentos desta crise humanitária.
Turistas Australianos Localizados e Alívio Familiar
O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, anunciou nesta quarta-feira uma notícia positiva: o número de australianos desaparecidos na tragédia diminuiu de 43 para 38. Cinco pessoas foram encontradas em segurança durante a noite, trazendo um alívio imensurável para suas famílias.
“Em meio a toda essa tragédia, estamos recebendo algumas notícias positivas. Hoje, outras cinco pessoas da Austrália foram confirmadas como estando em segurança”, declarou Albanese a jornalistas, demonstrando otimismo com a continuidade das buscas.
“Esperamos, é claro, receber mais notícias positivas, e estamos fazendo tudo o que podemos para trabalhar com as autoridades”, acrescentou o primeiro-ministro, reforçando o empenho em colaborar com os esforços de resgate no Nepal.
Mais Turistas Estrangeiros Entram em Contato
Além dos australianos, Sunil Sharma, porta-voz do Conselho de Turismo do Nepal, informou que pelo menos outros cinco turistas estrangeiros, que estavam na lista de desaparecidos, conseguiram contato com as autoridades. Eles se comunicaram por telefone ou e-mail nos últimos dias.
Esses contatos, embora não resolvam toda a situação, representam um avanço significativo nas buscas e ajudam a atualizar o status de muitos viajantes que estavam em áreas remotas e isoladas.
Esforços de Resgate na China e o Início da Tragédia
Do lado chinês da fronteira, em Gyirong, equipes de resgate concluíram a construção de uma estrada improvisada para acessar a região afetada pelas enchentes, conforme relatou a emissora estatal CCTV. Essa nova via facilitará a chegada de maquinário pesado para as buscas.
A China também informou que 16 pessoas morreram e 546 continuam desaparecidas até o último domingo, 30 de agosto. A tragédia no Nepal começou em 26 de agosto, com o desprendimento de uma geleira no Himalaia, desencadeando fortes enchentes nos vales abaixo.
O gelo, pedras e água do degelo atingiram rios que cruzam o Tibete e o Nepal, elevando rapidamente o nível da água. As enchentes destruíram casas, edifícios, estradas e pontes, arrastando toneladas de lama e detritos.
Sobreviventes Buscam Refúgio na Capital
Muitos sobreviventes das áreas devastadas buscaram refúgio na capital do Nepal, Katmandu. Cerca de 400 pessoas, majoritariamente de Timure, uma cidade a cerca de 110 quilômetros a oeste de Katmandu, estão abrigadas no mosteiro Yellow Gumba.
Essas pessoas perderam familiares e suas casas, e agora dependem umas das outras e de doações para obter alimentos e suprimentos básicos. O abrigo é organizado por moradores locais e organizações de caridade, que trabalham incansavelmente para fornecer ajuda humanitária.
Entre os sobreviventes está Riya Tamang, de 21 anos, que conseguiu fugir com seu filho de 10 meses momentos antes da inundação atingir sua região. Ela perdeu os avós na tragédia, mas seu marido, que trabalha na cidade chinesa de Gyirong, também sobreviveu e o casal mantém contato por videochamadas.