Operação Jaguaretê intensifica combate ao garimpo ilegal e crimes ambientais no Amazonas
Seis dragas utilizadas em mineração ilegal foram destruídas no Rio Içá, na região da Vila Alterosa do Juí, no Amazonas. A ação faz parte da terceira fase da Operação Jaguaretê, realizada pelo Comando de Fronteira Solimões/8º Batalhão de Infantaria de Selva e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Durante o patrulhamento fluvial, os agentes encontraram as dragas, feitas de madeira e lona, operando sem licença ambiental. Além das embarcações, avaliadas em R$ 1,2 milhão, foram apreendidas uma pistola calibre 380, munições e mercúrio, substância altamente tóxica e prejudicial ao ecossistema e à saúde humana.
A destruição dos equipamentos segue a legislação federal e visa coibir atividades poluidoras que causam danos significativos ao rio. O Ibama ressalta que, mesmo sendo menores, essas dragas promovem o assoreamento do leito, afetam a fauna aquática e reduzem a disponibilidade de peixes, impactando diretamente a pesca das comunidades ribeirinhas. O acúmulo de mercúrio na cadeia alimentar, que pode chegar ao consumo humano, é outro ponto de grande preocupação.
Prejuízo milionário aos criminosos e apreensões expressivas
Conforme o Comando Militar da Amazônia (CMA), as ações da Operação Jaguaretê já causaram um prejuízo estimado em mais de R$ 200 milhões aos criminosos. Este valor engloba a apreensão de drogas, armas, ouro e equipamentos, além da perda de lucros decorrentes do garimpo ilegal.
Na mesma operação, foram apreendidas quatro armas de fogo, mais de 1.200 munições e 3,4 toneladas de entorpecentes, incluindo cocaína, maconha e skunk. As equipes também recolheram 17,5 toneladas de pescado, 26 metros cúbicos de madeira e 55 gramas de ouro. As multas aplicadas em decorrência das infrações somam R$ 1,1 milhão.
Operação Jaguaretê: segurança e proteção ambiental na Amazônia
A Operação Jaguaretê é coordenada pelo Comando Militar da Amazônia e tem como objetivo principal o combate a crimes na região de fronteira. A terceira fase intensifica as ações da 16ª Brigada de Infantaria de Selva, com foco no reforço da segurança da população e na proteção da Floresta Amazônica.
O combate ao garimpo ilegal e à exploração predatória de recursos naturais é uma prioridade, visando garantir a sustentabilidade ambiental e o bem-estar das comunidades locais. As operações integram esforços para desarticular organizações criminosas que atuam na região, promovendo a legalidade e a preservação.