Professor universitário é uma das vítimas de chacina brutal em Manaus
O professor Guilherme Pereira Lima Filho, de 68 anos, é uma das três vítimas fatais de um chocante assassinato ocorrido na manhã desta segunda-feira (17), no bairro São Jorge, em Manaus. Conhecido por sua inteligência, carinho e dedicação ao ensino, Guilherme lecionava na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) desde 1992.
Familiares, que preferiram não se identificar, descreveram o professor como uma pessoa muito boa, amorosa com a família e que ensinou muitas pessoas ao longo de sua vida. A sobrinha da vítima, aguardando a liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML), ressaltou o quão bom e inteligente ele era.
A irmã de Guilherme também compartilhou lembranças emocionadas, descrevendo-o como uma pessoa boa, que se cuidava e gostava muito da família. A tragédia, que deixou ainda uma pessoa ferida, está sendo investigada pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), conforme apuração do g1.
Uma vida dedicada à educação e à UFAM
Guilherme Pereira Lima Filho construiu uma carreira acadêmica notável. Licenciado em Pedagogia pela UFAM em 1988, ele possuía um doutorado em Ciências da Educação (2018), mestrado em Engenharia de Produção (2002) e especializações em produção de materiais didáticos para ensino a distância (2006) e Metodologia do Ensino Superior (1994).
Sua atuação profissional se concentrava na formação inicial e continuada de professores, tecnologia assistiva, mediação pedagógica e na integração de tecnologias na educação. A UFAM destacou que a trajetória do professor foi marcada por uma profunda dedicação ao ensino e à formação de educadores, com ênfase em práticas extensionistas.
Investigação aponta para arma branca no ataque
Inicialmente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) informou que o crime teria sido cometido com disparos de arma de fogo. No entanto, o delegado Rodrigo Azevedo esclareceu que as vítimas foram atacadas com uma arma branca. A Polícia Civil ainda apura a dinâmica exata do ataque.
Os laudos do IML indicam que as causas das mortes foram edema cerebral, hemorragia craniana, traumatismo craniano e ação contundente. Os exames de necropsia ainda estavam em andamento na tarde desta segunda-feira.
Legado de afeto e conhecimento
Guilherme morava no imóvel onde ocorreu a chacina desde a infância, sendo afilhado dos antigos proprietários da casa. Sua irmã o descreveu como um homem que se cuidava e era muito querido pelos parentes, mantendo uma relação próxima com toda a família. A perda de um professor tão dedicado e querido pela comunidade acadêmica e familiar deixa uma lacuna imensurável.