A conta de energia elétrica continuará mais cara em agosto de 2026. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou a manutenção da bandeira tarifária amarela, repetindo o cenário registrado nos meses de maio, junho e julho. A decisão reflete as condições menos favoráveis para a geração de energia durante o período seco, com redução dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e maior necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo de operação mais elevado.
Na prática, a bandeira amarela representa um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, valor que será incluído na fatura dos consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional.
No Amazonas, a manutenção da cobrança ocorre em um momento em que muitos consumidores já vêm manifestando insatisfação com o aumento expressivo das contas de energia elétrica. Nas redes sociais, em órgãos de defesa do consumidor e em canais de atendimento da concessionária, são frequentes as reclamações sobre o peso da tarifa no orçamento familiar. Além da cobrança da bandeira tarifária, moradores apontam que reajustes recentes e o alto valor das faturas têm agravado a percepção de que o serviço está cada vez mais caro.
O sistema de Bandeiras Tarifárias foi criado para informar, de forma transparente, o custo da geração de energia elétrica. As cores indicam as condições de produção no Sistema Interligado Nacional: verde, quando não há cobrança adicional; amarela, com acréscimo moderado; e vermelha, quando os custos de geração são ainda mais elevados.
Diante da manutenção da bandeira amarela, a ANEEL orienta os consumidores a adotarem medidas de uso consciente da energia elétrica. A recomendação é reduzir o desperdício, utilizar equipamentos de forma eficiente e evitar o consumo desnecessário, como forma de minimizar os impactos na conta de luz enquanto persistirem as condições climáticas desfavoráveis.