Brasil atinge menor taxa de desemprego do segundo trimestre em 14 anos, aponta IBGE
A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,4% no segundo trimestre de 2026, o menor índice já registrado para este período desde 2012. A marca histórica foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (30), e representa uma queda em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2025.
O resultado demonstra uma recuperação e um aquecimento do mercado de trabalho nacional. Com a queda na taxa de desocupação, o país avança em direção a um cenário mais positivo para os trabalhadores, refletindo em mais pessoas inseridas no mercado formal e informal.
Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) revelam um cenário promissor para a economia brasileira, com a criação de novas vagas e a redução do contingente de pessoas sem ocupação. Conforme informação divulgada pelo IBGE.
Ocupação e Desocupação em Alta e Baixa
No segundo trimestre de 2026, o Brasil viu o número de pessoas ocupadas saltar para 103,1 milhões, um aumento de cerca de 1,081 milhão de pessoas em comparação com o primeiro trimestre do ano. Paralelamente, o contingente de desocupados apresentou uma redução expressiva de 10%, totalizando 5,9 milhões de pessoas, o que representa 718 mil a menos em relação ao trimestre anterior.
Setores que Lideram a Criação de Vagas
A pesquisa do IBGE destacou os setores que mais contribuíram para a geração de empregos no período. O grupo de Transporte, armazenagem e correio registrou um crescimento de 3,9%, adicionando 235 mil postos de trabalho. Outro setor com forte expansão foi o de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que cresceu 2,6% e gerou 489 mil novas vagas.
Trabalho Formal e Informal no Brasil
Entre abril e junho de 2026, o país contou com 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada e 13,6 milhões sem carteira. A taxa de informalidade, que representa a proporção de trabalhadores informais na população ocupada, ficou em 37,4% no segundo trimestre. Esse indicador é crucial para entender a dinâmica do mercado de trabalho e a segurança dos empregos gerados.
Rendimento Médio do Trabalhador
O rendimento médio do trabalhador brasileiro no segundo trimestre de 2026 alcançou R$ 3.738, o maior valor já registrado para este período específico. Embora seja um recorde trimestral, o valor ficou ligeiramente abaixo do apurado no primeiro trimestre de 2026, quando o rendimento médio foi de R$ 3.765. A Pnad Contínua, pesquisa do IBGE, abrange pessoas com 14 anos ou mais e considera todas as formas de ocupação.
Entendendo a Pnad Contínua
A metodologia da Pnad Contínua, utilizada pelo IBGE, define como desocupada a pessoa que procurou ativamente por uma vaga de emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. A pesquisa abrange 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal. Trabalhadores informais, como empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, não possuem garantias como seguro-desemprego, férias e 13º salário.
Histórico da Taxa de Desemprego
A taxa de desemprego mais baixa já registrada pela Pnad Contínua foi de 5,1%, no último trimestre de 2025. Em contrapartida, a maior taxa histórica foi de 14,9%, atingida em dois períodos durante a pandemia de COVID-19, nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021. O cenário atual de 5,4% representa uma melhora significativa.
Mercado Formal em Destaque
A divulgação da Pnad Contínua ocorre no dia seguinte à apresentação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que foca exclusivamente no mercado de trabalho formal. Segundo o Caged, junho de 2026 registrou um saldo positivo de quase 145,2 mil vagas formais, e o acumulado do ano já soma 921,7 mil postos de trabalho com carteira assinada criados.