Prisão de suspeito de chefiar grupo de agiotas que ameaçou Tribunal de Justiça do AM encerra série de crimes em Manaus
Um homem de 24 anos, identificado como Gustavo da Silva Albuquerque, foi preso nesta terça-feira (28) em Manaus. Ele é suspeito de liderar um grupo criminoso especializado em agiotagem, extorsão, sequestro e roubo. A prisão é um desdobramento da Operação Tormenta, deflagrada em abril deste ano.
Segundo a polícia, Gustavo enviava áudios ameaçadores a funcionários do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), prometendo metralhar um carro oficial do órgão. Ele também é investigado por participar de um sequestro na região de Itacoatiara.
As ações de Gustavo eram direcionadas a servidores do TJ-AM, muitos deles mulheres, que eram aterrorizados e tinham seus bens tomados. O suspeito chegou a filmar as dependências e estacionamentos do órgão judicial. Conforme informação divulgada pela polícia, Gustavo estava foragido desde abril e já era alvo da Operação Ursua do Ministério Público.
Suspeito liderava esquema de agiotagem com juros abusivos
Gustavo da Silva Albuquerque, de 24 anos, é apontado pela polícia como o líder de um dos grupos de agiotas que atuavam na Região Metropolitana de Manaus. O esquema envolvia a oferta de empréstimos financeiros com juros altíssimos, seguidos por ameaças e apropriação indevida de bens das vítimas que não conseguiam honrar os pagamentos.
O delegado Cícero Túlio, em entrevista à Rede Amazônica, explicou que Gustavo determinava que seus subordinados realizassem extorsões, sequestros e roubos contra os devedores. A crueldade do grupo ia além das ameaças financeiras, com a prática de crimes graves para coagir as vítimas.
Ameaças ao Tribunal de Justiça e comportamento agressivo
Um dos pontos mais alarmantes das investigações é o envio de áudios por Gustavo a funcionários do TJ-AM, nos quais ele proferia ameaças de metralhar um veículo oficial do órgão. O suspeito também frequentava as dependências do tribunal e seus arredores para filmar, aterrorizando ainda mais os servidores.
Durante a prisão, realizada no beco Solimões, no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus, Gustavo não reagiu inicialmente. No entanto, segundo o delegado, ele apresentou comportamento agressivo durante o trajeto até a delegacia e nas dependências policiais, tentando morder e chutar agentes, o que resultou em novo flagrante por integrar organização criminosa, enquadrado na lei antifacção.
Desafios nas redes sociais e foragido da justiça
Gustavo da Silva Albuquerque estava foragido desde a deflagração da Operação Tormenta em abril, que desmantelou parte do esquema de agiotagem. Ele também foi alvo da Operação Ursua, do Ministério Público, na segunda-feira (27), mas não havia sido localizado até então.
Nas redes sociais, o suspeito publicava mensagens debochando das autoridades e desafiando a polícia sobre sua captura. Ele comentava em portais de notícias e nas redes sociais, questionando quando seria preso e demonstrando desrespeito pela atuação policial e do Ministério Público.
Mandados de prisão e crimes imputados ao suspeito
Nesta terça-feira, três mandados de prisão contra Gustavo foram cumpridos, pelos crimes de extorsão, roubo majorado, organização criminosa e extorsão mediante sequestro. A polícia ressalta que as investigações continuam para identificar todos os envolvidos no esquema.
O delegado Cícero Túlio mencionou ainda a participação de Gustavo em um sequestro na região de Itacoatiara, que também resultou em um pedido de prisão preventiva. As ações criminosas do grupo se estendiam pela capital amazonense, com a determinação da prática de crimes similares.