Um forte terremoto de magnitude 7,1 atingiu nesta terça-feira (28) a província de Kumamoto, no sul do Japão, provocando uma série de destruições, deixando dezenas de feridos e causando uma explosão que devastou parte de um shopping center. A polícia japonesa confirmou a existência de mortos após o incidente, embora o número oficial de vítimas fatais ainda não tenha sido divulgado.
O caso mais grave ocorreu no Aeon Mall, localizado na cidade de Kashima. Após o tremor, cerca de 200 pessoas conseguiram evacuar o prédio para o estacionamento. Cerca de uma hora depois, uma forte explosão destruiu parte da estrutura do centro comercial, provocando o desabamento do segundo andar e deixando diversas pessoas presas sob os escombros. Equipes de resgate trabalham no local em busca de desaparecidos.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram parte da fachada do shopping arrancada, vigas de aço expostas e uma intensa fumaça branca saindo da estrutura. As causas da explosão ainda são investigadas, mas há suspeita de que um vazamento de gás tenha sido provocado pelo terremoto.
De acordo com a emissora pública NHK, ao menos 50 pessoas foram levadas para hospitais da região. Outras autoridades locais apontam que o número de feridos já ultrapassa 90, enquanto entre 20 e 30 funcionários do shopping permanecem desaparecidos.
Logo após o terremoto, a Agência Meteorológica do Japão emitiu um alerta de tsunami para as áreas costeiras dos mares de Ariake e Yatsushiro, recomendando que a população permanecesse longe do litoral. O aviso, no entanto, foi cancelado cerca de duas horas depois, após avaliação de que o risco havia diminuído.
A primeira-ministra Sanae Takaichi pediu que os moradores das regiões atingidas permaneçam atentos à possibilidade de novos tremores de grande intensidade.
Além dos danos ao shopping, o terremoto provocou prejuízos à infraestrutura. Viadutos e pontes sofreram avarias, rodovias foram interditadas e toda a operação da linha Kyushu Shinkansen foi suspensa para inspeções de segurança. Também houve interrupções em linhas ferroviárias locais e fechamento de trechos de estradas na província de Kumamoto.
O governo japonês informou ainda que não foram registradas anomalias nas usinas nucleares da região, incluindo a unidade de Sendai, na província de Kagoshima.