Avô é preso em Manaus suspeito de estuprar quatro netas; crimes ocorriam em sítio
Um homem de 64 anos foi preso nesta terça-feira (21) em Manaus, suspeito de estuprar quatro netas. As vítimas, que tinham entre 7 e 12 anos na época dos crimes, teriam sido abusadas pelo avô em um sítio onde ele reside, na Zona Rural da capital amazonense. A prisão ocorreu no ramal Santo Antônio.
O caso veio à tona após uma das netas, de 9 anos, ter uma crise de ansiedade e contar aos pais sobre os abusos sofridos. Com o relato, a família descobriu que outras três crianças também haviam sido vítimas em diferentes momentos. As denúncias foram formalizadas em junho e encaminhadas à Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).
Segundo a Polícia Civil, os abusos ocorriam quando o suspeito levava as netas para o sítio. As crianças relataram que o avô se aproveitava de momentos em que elas estavam dormindo ou sozinhas, seja no quarto, no banheiro ou na piscina, para tocá-las indevidamente. Três das quatro vítimas afirmaram que os abusos foram repetidos em diversas ocasiões.
Investigação aponta histórico de violência familiar
A investigação policial revelou que o suspeito possui um histórico de violência. Familiares também prestaram depoimento e informaram à polícia que o homem já teria abusado de uma de suas filhas no passado. Além disso, uma das netas relatou ter sofrido ameaças por parte do avô para que não revelasse os crimes.
Suspeito será encaminhado à Justiça
O homem de 64 anos foi levado para a sede da Depca, onde prestou depoimento. Ele responderá pelo crime de estupro de vulnerável e ficará à disposição da Justiça. A polícia segue com as investigações para apurar todos os detalhes e garantir que os responsáveis sejam punidos.
O caso chocou a comunidade local e levanta novamente o debate sobre a proteção de crianças e adolescentes contra a violência dentro do próprio ambiente familiar. A Depca reforça a importância de as famílias estarem atentas a qualquer sinal de sofrimento ou mudança de comportamento nas crianças e buscarem ajuda profissional e policial.