Lula rebate Marco Rubio e PDT sela apoio em convenção com foco em soberania e combate à extrema-direita
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu firmemente às críticas do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, nesta segunda-feira (20). Rubio, uma figura proeminente na imposição de tarifas contra o Brasil e associado à gestão do ex-presidente americano Donald Trump, acusou o governo petista de má-fé em negociações sobre taxações.
A declaração de Lula ocorreu durante a convenção nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT). O evento foi marcado por fortes menções à soberania nacional e ao combate à extrema-direita, tanto no Brasil quanto globalmente. Na ocasião, o PDT confirmou seu apoio à candidatura de Lula à Presidência da República neste ano, apresentando também seus pré-candidatos.
“Se o secretário de Estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário, que monte um comitê e venha, porque vamos derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país”, afirmou Lula. A convenção, segundo informações divulgadas, reforçou mensagens de unidade partidária e de busca pela vitória eleitoral.
PDT reafirma apoio e critica Trump
O presidente do PDT, Carlos Lupi, durante seu discurso na convenção, direcionou críticas explícitas a Donald Trump, classificando-o como “o grande mal da sociedade moderna”. Lupi argumentou que Trump persegue, promove guerras com interesses financeiros e destrói princípios democráticos conquistados pela humanidade, posicionando Lula como a antítese dessa figura.
O presidente do PT, Edinho Silva, também presente no evento, destacou a importância de “superar divergências” e focar no combate à extrema-direita. Ele enfatizou que a vitória de Lula sinalizaria para a América Latina a possibilidade de vencer a ultradireita, reforçando a união dos partidos em torno de um objetivo comum.
Lula relembra Brizola e critica cenário político atual
Em seu pronunciamento, Lula expressou saudades de disputar eleições contra nomes como Leonel Brizola, fundador do PDT, sem mencionar diretamente seu provável adversário, Flávio Bolsonaro. O presidente lamentou o cenário político atual, descrevendo-o como marcado pelo “ódio, negacionismo, mentira e difamação”.
O evento serviu também para apresentar pré-candidatos do PDT a cargos públicos. Nomes como Requião Filho, pré-candidato ao governo do Paraná, e Juliana Brizola, pré-candidata ao governo do Rio Grande do Sul, participaram da convenção, demonstrando a força regional do partido e seu alinhamento com a campanha de Lula.
Defesa da soberania e pautas trabalhistas em destaque
As falas dos líderes partidários na convenção do PDT enfatizaram a defesa da **soberania nacional** e outras pautas consideradas cruciais para a base de apoio de Lula. Mensagens alinhadas ao governo, como o fim da escala de trabalho 6×1, foram reforçadas, assim como críticas a privilégios no Judiciário.
Ministros do governo filiados ao PDT, como Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Wolney Queiroz (Previdência), compareceram ao evento após o horário permitido para ocupantes de cargos públicos em eventos partidários, demonstrando a integração entre o governo e o partido. O ex-ministro Celso Sabino também marcou presença como pré-candidato ao Senado pelo Pará.
Histórico e futuras alianças do PDT
A convenção também abordou o histórico do PDT, inclusive as investigações passadas envolvendo desvios no INSS, que afetaram Carlos Lupi quando era ministro. Apesar disso, o partido reafirmou seu compromisso com a construção de projetos próprios e a busca por protagonismo, como declarou o senador Weverton Rocha, pré-candidato à reeleição.
A formação de alianças estaduais está em andamento, com candidaturas já encaminhadas em estados como Rio Grande do Sul e a possibilidade de Alexandre Kalil para governador em Minas Gerais. As definições finais das candidaturas estaduais ocorrerão nas convenções de cada estado, seguindo os estatutos partidários, com a formalização prevista para até 5 de agosto.