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Irã promete “lição inesquecível” aos EUA e tensão no Golfo se intensifica após novos ataques

Irã promete “lição inesquecível” aos EUA e tensão no Golfo se intensifica após novos ataques

O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, emitiu um severo alerta aos Estados Unidos neste sábado (18), prometendo dar uma “lição inesquecível” aos americanos em meio à escalada militar que voltou a sacudir a região do Golfo Pérsico.

A declaração, transmitida pela televisão estatal iraniana, ocorre após uma série de ataques retaliatórios entre as duas nações, que romperam um frágil acordo assinado em junho. Segundo Khamenei, a ofensiva americana prova que a palavra do presidente Donald Trump não tem valor. “A violação repetida do protocolo assinado demonstrou que a assinatura do presidente americano não vale nada”, afirmou o aiatolá.

O estopim da nova crise foi o ataque a um navio cargueiro, que ocorreu depois de o Irã ter proibido embarcações de usar uma rota alternativa ao Estreito de Ormuz. A hidrovia, vital para o comércio mundial de petróleo, foi praticamente bloqueada por Teerã desde o início do conflito, em fevereiro, quando EUA e Israel lançaram um ataque surpresa que matou o antecessor de Khamenei, o aiatolá Ali Khamenei.

Acordo rompido e nova rota de confronto

O acordo preliminar, mediado pelo Catar, previa a reabertura total do estreito, mas dava ao Irã um papel na gestão do tráfego marítimo — o que Teerã usou para justificar seu controle sobre a passagem. Os EUA, porém, rejeitam essa interpretação e insistem que a via deve permanecer livre e sem pedágios.

Desde o colapso da trégua, os EUA realizaram ataques a instalações de mísseis, drones e radares costeiros iranianos. Em retaliação, o Irã atingiu petroleiros e ampliou seus alvos, atacando países vizinhos como Kuwait, Bahrein e Catar, todos aliados americanos e anfitriões de tropas dos EUA.

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Ofensiva se espalha e ameaça infraestrutura

Nos últimos dias, os confrontos se intensificaram. Os EUA restabeleceram o bloqueio aos portos iranianos e bombardearam pontes e usinas de energia no sul do país, matando pelo menos 46 pessoas e ferindo mais de 400, segundo Teerã.

O presidente Trump já ameaçou atingir a infraestrutura civil iraniana, mas até agora havia recuado. No entanto, o Irã interpretou os novos ataques como uma escalada e respondeu atingindo uma usina de dessalinização de água no Kuwait, o que eleva o risco de um conflito ainda mais amplo.

Enquanto isso, especula-se que os EUA possam tentar tomar o controle militar do Estreito de Ormuz, o que exigiria um aumento significativo de sua presença naval e até o envio de tropas em terra. A tensão permanece no limite, com os dois lados trocando acusações e promessas de retaliação.

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