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Economia

Dólar sobe para R$ 5,11 com tensão global: Bolsa oscila e petróleo dispara em meio a conflitos no Oriente Médio

Dólar sobe para R$ 5,11 com tensão global: Bolsa oscila e petróleo dispara em meio a conflitos no Oriente Médio

Dólar sobe e bolsa oscila em dia de tensão global; petróleo dispara com conflitos no Oriente Médio

O dólar fechou em leve alta, alcançando R$ 5,111, nesta sexta-feira (17), reflexo da escalada do conflito no Oriente Médio e do pessimismo em empresas de inteligência artificial. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, interrompeu uma sequência de ganhos semanais e encerrou o dia com uma leve desvalorização.

A alta expressiva nos preços do petróleo amenizou as perdas da moeda brasileira e sustentou as ações da Petrobras, mas não foi suficiente para evitar a queda do mercado acionário. A aversão ao risco global impulsionou a busca por ativos mais seguros, beneficiando o dólar.

Conforme informações divulgadas, o dólar acompanhou o fortalecimento da moeda americana diante de divisas de países emergentes, em uma sessão marcada pela volatilidade. A intensificação dos confrontos entre Estados Unidos e Irã elevou a procura por ativos considerados mais seguros, favorecendo a moeda norte-americana. O avanço das cotações do petróleo, no entanto, beneficiou a perspectiva para os termos de troca do Brasil, importante exportador da commodity, reduzindo parte da pressão cambial.

Petróleo em alta e dólar em R$ 5,11: entenda os movimentos do mercado

O dólar à vista registrou uma alta de 0,24%, fechando cotado a R$ 5,111. Durante o dia, a moeda americana chegou a atingir a máxima de R$ 5,133, mas perdeu força no período da tarde. Na semana, a variação foi praticamente nula, e em julho, o dólar acumula uma queda de 1% frente ao real.

O Ibovespa encerrou a sexta-feira com leve queda de 0,06%, aos 173.714,08 pontos, marcando a primeira perda semanal em um mês. O índice chegou a operar em alta em parte do pregão, mas cedeu terreno à medida que os juros futuros avançaram e ações ligadas ao consumo lideraram as perdas.

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Tensões globais impactam mercados e impulsionam o preço do petróleo

Os contratos internacionais de petróleo registraram forte alta, com o barril do tipo Brent avançando 4,59% e encerrando o dia a US$ 88,10. O barril WTI, do Texas, subiu 4,48%, para US$ 82,49. Essa valorização reflete o receio de que a escalada do conflito no Oriente Médio possa provocar novos choques de oferta e manter elevada a pressão sobre os preços da energia.

A intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã, e o aumento das preocupações com possíveis interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma rota crucial para a exportação de petróleo, foram os principais fatores por trás da alta. As duas referências acumulam valorização próxima de 16% na semana.

Desempenho da Petrobras e ações em queda no mercado doméstico

O desempenho positivo da Petrobras, impulsionado pela valorização do petróleo, ajudou a limitar as perdas do principal índice da B3. Em contrapartida, ações de bancos recuaram em bloco, enquanto empresas dos setores de varejo, construção civil e educação figuraram entre as maiores baixas do dia.

Além da tensão geopolítica, investidores acompanharam a desaceleração da atividade econômica brasileira, medida pelo IBC-Br de maio, e os efeitos do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. No cenário internacional, a queda nas ações de fabricantes de chips e empresas ligadas à inteligência artificial também pressionou os mercados globais.

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