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Política

PL diz NÃO a Republicanos: Candidatura de Wellington Fagundes ao Governo de MT segue firme, pivô de aliança nacional

PL diz NÃO a Republicanos: Candidatura de Wellington Fagundes ao Governo de MT segue firme, pivô de aliança nacional

PL mantém candidatura própria em Mato Grosso e ignora pressão do Republicanos

O Partido Liberal (PL) reafirmou sua posição e declarou que não abrirá mão da candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso. A decisão contraria a pressão exercida pelo Republicanos, que busca uma aliança com o atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos) no estado.

A questão do palanque em Mato Grosso se tornou uma das principais moedas de troca nas negociações entre os partidos. O Republicanos utiliza o apoio em Mato Grosso como um trunfo para selar uma coligação com o PL e garantir o suporte à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Embora o Republicanos descarte uma aliança nacional com Lula (PT), a sigla ainda avalia a possibilidade de manter neutralidade.

O senador Wellington Fagundes confirmou a posição do PL em conversa telefônica com o presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), na semana passada. Fagundes informou que o partido não pretende retirar sua candidatura, um posicionamento que foi reforçado na última terça-feira (7).

Valdemar Costa Neto reforça decisão e descarta recuo do PL

A decisão foi confirmada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, durante uma reunião realizada na última terça-feira (7). Na ocasião, ele se encontrou com o senador Wellington Fagundes e o presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, que também ocupa o cargo de secretário de governo em Cuiabá. A mensagem foi clara: não há espaço para recuo.

“Sem chance alguma [de recuar]. Chance zero. Possibilidade zero. A candidatura de Wellington Fagundes para o governo já está sacramentada, só falta ser homologada pela convenção”, declarou Ananias Filho, reforçando a determinação do partido em seguir com a candidatura própria no estado. A convenção do PL deverá oficializar o nome de Fagundes em breve.

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PL alega que é a vez do Republicanos ceder em alianças

O PL argumenta que, neste momento, é a vez do Republicanos fazer concessões. A legenda relembra que, em 2022, o PL abriu mão de lançar o próprio candidato em Mato Grosso para apoiar a reeleição de Mauro Mendes (União Brasil), mesmo contra a vontade inicial do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Essa ação é citada como um exemplo de colaboração passada.

Além disso, o PL destaca que Otaviano Pivetta tem permanecido no poder em Mato Grosso desde 2019, seja como vice-governador ou como governador. A sigla argumenta que a manutenção de Pivetta no comando por um longo período reforça a necessidade de uma renovação e de novas alianças políticas no estado, abrindo espaço para a candidatura do PL.

Negociações nacionais incluem outros estados além de Mato Grosso

Marcos Pereira, presidente do Republicanos, se reuniu com Valdemar Costa Neto e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador político da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, na quarta-feira (8). A reunião, realizada na sede do PL, abordou diversas estratégias de alianças em outros estados importantes, como Acre, Espírito Santo e Minas Gerais, onde os partidos buscam caminhos para caminhar juntos.

Apesar das conversas em outras frentes, a questão de Mato Grosso permanece como um ponto de atrito significativo. O PL insiste na candidatura de Wellington Fagundes, enquanto o Republicanos pressiona por uma aliança com Otaviano Pivetta. O desfecho dessa negociação em Mato Grosso poderá ter implicações importantes nas articulações nacionais para a eleição presidencial.

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