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Ibovespa Atinge 174 Mil Pontos com Selic em Foco, Dólar Recua para R$ 5,16: Saiba os Motivos

Ibovespa Atinge 174 Mil Pontos com Selic em Foco, Dólar Recua para R$ 5,16: Saiba os Motivos
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Ibovespa volta aos 174 mil pontos e dólar cai com expectativas para a Selic

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou acima dos 174 mil pontos pela primeira vez em um mês, impulsionado por dados econômicos que reforçam a expectativa de um corte na taxa Selic. Paralelamente, o dólar recuou, retornando ao patamar de R$ 5,16.

A produção industrial brasileira apresentou uma leitura mais fraca em maio, o que intensificou as apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central poderá decidir por um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros em sua próxima reunião, em agosto.

Este cenário, combinado com a menor liquidez devido ao feriado da Independência nos Estados Unidos, contribuiu para o desempenho positivo da bolsa e a desvalorização do dólar. Conforme informações divulgadas pelo IBGE, a produção industrial recuou 0,2% em maio em relação a abril, um resultado abaixo do esperado pelo mercado.

Bolsa brasileira reage à desaceleração econômica e juros futuros em queda

O Ibovespa encerrou a sexta-feira (3) em alta de 0,74%, atingindo 174.070,27 pontos, o maior fechamento desde 2 de junho. Na semana, o índice acumulou ganho de 0,45%, e no ano, a valorização chega a 8,03%. O giro financeiro foi de R$ 12,6 bilhões, um volume reduzido, refletindo a ausência de negociações em Wall Street.

A queda na produção industrial fortaleceu a percepção de uma desaceleração na atividade econômica do país. Isso, por sua vez, elevou as expectativas de que o Banco Central possa iniciar um ciclo de flexibilização monetária já em agosto, o que beneficia ações de empresas mais sensíveis ao custo do crédito.

Dólar se desvaloriza frente ao real com cenário externo favorável

O dólar comercial registrou queda de 0,76%, cotado a R$ 5,168. A moeda praticamente zerou a alta acumulada na semana, subindo apenas 0,03%. O ambiente foi favorecido pela força das moedas de países emergentes e pela melhora no apetite por ativos brasileiros.

Investidores também repercutiram os dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos divulgados na véspera. Esses indicadores reduziram as apostas em uma política monetária mais restritiva por parte do Federal Reserve, o banco central americano.

Liquidez reduzida e intervenções do Tesouro apoiam mercado

O fechamento das bolsas e do mercado de títulos do Tesouro americano devido ao feriado de 4 de julho reduziu significativamente o volume de negociações no Brasil, limitando a formação de tendências mais consistentes. A ausência de negociações em Wall Street foi um fator chave para a menor liquidez.

No cenário interno, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, admitiu a possibilidade de novas intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos. Essa declaração ajudou a reduzir os juros no mercado futuro, o que, por sua vez, favoreceu a bolsa de valores brasileira.

Perspectivas para o câmbio e juros no Brasil

O real acompanhou o fortalecimento das moedas emergentes diante de um dólar mais fraco no exterior. A expectativa de um corte na taxa Selic e os dados econômicos americanos mais fracos contribuíram para essa movimentação.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de moedas fortes, operou próximo da estabilidade. O mercado mantém o foco nos próximos indicadores de inflação nos Estados Unidos. No acumulado do ano, o dólar acumula uma queda de 5,83% frente ao real.

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