Pastor é preso no AM suspeito de estuprar criança após se aproximar da família com orações para ‘afastar demônios’, diz polícia
Um pastor de 53 anos foi preso em Manaus, capital do Amazonas, nesta quarta-feira (1º), sob a suspeita de ter estuprado uma criança de 10 anos. O homem teria se aproximado da família com o pretexto de realizar orações e, em um momento de fragilidade da mãe, aproveitou-se para cometer o crime.
A investigação policial teve início após o pai da vítima procurar as autoridades para denunciar o abuso. A menina teria contado o ocorrido para a babá, que, por sua vez, alertou os pais sobre a situação.
Segundo a delegada Brenda Viana, responsável pelo caso, o suspeito frequentava a casa da família diversas vezes, alegando que realizaria orações para afastar demônios e para evitar mudanças na orientação sexual da criança. Foi durante uma dessas visitas, no último sábado (27), que o crime teria ocorrido, quando o homem ficou sozinho com a menina por cerca de oito minutos.
Prisão e apreensão de celulares
A polícia cumpriu o mandado de prisão preventiva contra o pastor e também realizou um mandado de busca e apreensão em uma residência ligada ao indivíduo. Durante a ação, dois aparelhos celulares foram apreendidos e serão utilizados na investigação.
O suspeito responderá pelo crime de **estupro de vulnerável**, de acordo com a legislação brasileira, que prevê penas severas para este tipo de delito. Ele permanece à disposição da Justiça para os procedimentos legais cabíveis.
Abuso em nome da fé
A delegada Brenda Viana destacou que o homem se aproveitou da confiança depositada pela família, utilizando a fé como escudo para se aproximar da vítima. A situação é ainda mais grave, pois o abuso ocorreu sob o manto de práticas religiosas, que deveriam zelar pela segurança e bem-estar dos fiéis.
A polícia continua as investigações para coletar mais provas e garantir que a justiça seja feita. O caso chocou a comunidade local e levanta um alerta sobre a importância de **vigilância e denúncia** em situações de suspeita de abuso infantil, mesmo quando praticados por figuras de autoridade religiosa.
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