Justiça do AM exige recuperação de escolas com fiação exposta, infiltrações e calor insuportável
A Justiça do Amazonas determinou que o Governo do Estado tome providências urgentes para reformar três escolas estaduais localizadas em Beruri, no interior do Amazonas. As unidades educacionais sofrem com sérios problemas estruturais, incluindo falhas na rede elétrica, infiltrações severas, ausência de climatização adequada e banheiros em condições precárias, situações que colocam em risco a segurança e o bom funcionamento das aulas.
Essa decisão judicial atende a um pedido conjunto do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM). As solicitações foram baseadas em inspeções detalhadas e laudos técnicos que evidenciaram as condições críticas das escolas Professor Gilberto Mestrinho, Euclides Correa Vieira e Getúlio Vargas. Conforme informação divulgada pelo g1, a situação demandava uma ação imediata para garantir um ambiente escolar seguro e propício ao aprendizado.
As irregularidades encontradas nas escolas incluem desde a fiação exposta, que representa um perigo iminente, até a falta de condições mínimas para o conforto térmico, forçando a liberação de alunos mais cedo devido ao calor intenso. A urgência da situação é reforçada pela paralisação de uma obra de reforma há quatro anos em uma das unidades, agravando o cenário de deterioração. A população escolar aguarda agora a efetivação das medidas determinadas pela Justiça.
Escola Professor Gilberto Mestrinho: Risco elétrico e calor extremo marcam o dia a dia
Na Escola Estadual Professor Gilberto Mestrinho, as falhas na rede elétrica eram constantes, resultando na queima frequente de lâmpadas e aparelhos de ar-condicionado. De sete salas de aula, apenas uma contava com climatização satisfatória. A unidade também sofria com infiltrações, vazamentos, fiações expostas e banheiros inadequados, criando um ambiente de aprendizado comprometido e inseguro para os estudantes.
Reforma paralisada e estrutura comprometida na Escola Euclides Correa Vieira
A Escola Estadual Euclides Correa Vieira enfrenta um problema crônico: uma reforma que está paralisada há aproximadamente quatro anos. A interrupção da obra causou o surgimento de infiltrações e o desgaste acelerado da estrutura do prédio. Diante da impossibilidade de funcionamento, os alunos foram transferidos para outra unidade, demonstrando a gravidade da situação e a necessidade de conclusão das obras.
Escola Getúlio Vargas: Adaptação forçada e riscos de alagamento
A Escola Estadual Getúlio Vargas, que passou a receber parte dos estudantes transferidos, também apresenta problemas significativos. A falta de climatização, janelas danificadas e banheiros inadequados são algumas das questões. Além disso, salas de aula foram adaptadas para receber turmas, incluindo espaços como biblioteca, laboratório de ciências e sala de informática, e há relatos de salas com risco de alagamento, evidenciando a precariedade das instalações.
Laudos críticos e audiência pública revelam a gravidade do cenário
Os laudos técnicos classificaram as três escolas em estado crítico de conservação, apontando a falta de manutenção nos sistemas elétricos, hidráulicos e de climatização como causa principal dos problemas. Em uma audiência pública realizada em maio, pais, alunos e profissionais da educação relataram situações alarmantes, como a liberação de estudantes mais cedo devido ao calor extremo provocado pela ausência de ar-condicionado. A Justiça determinou, em um prazo de 15 dias, a instalação ou substituição de aparelhos de ar-condicionado em todas as salas de aula, além de adequações nas instalações elétricas e a manutenção dos sistemas hidráulicos e sanitários. O Estado também deverá apresentar um cronograma para a conclusão da reforma da Escola Estadual Euclides Correa Vieira. O g1 buscou contato com o Governo do Amazonas para obter um posicionamento sobre as medidas a serem adotadas, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.
