Governo estuda devolução de celular roubado nos Correios, diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou que o governo federal está avaliando uma nova estratégia para lidar com o alto número de celulares roubados no país. A proposta é enviar mensagens de alerta para os aparelhos roubados, instruindo quem os possui a devolvê-los nas agências dos Correios.
A ideia, segundo o presidente, é que essa ação sirva como um aviso antes que medidas mais drásticas sejam tomadas. “Eu vou disparar o sinalzinho para quem estiver com celular roubado, devolver, porque, senão, haverá consequências”, declarou Lula durante um evento em Brasília.
A iniciativa surge em um contexto de preocupação com a segurança pública e a mobilidade urbana, onde o roubo de celulares se tornou uma ocorrência frequente. O governo busca alternativas para tentar reverter esse cenário e recuperar os bens subtraídos de cidadãos.
De acordo com um estudo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), estima-se que existam cerca de 2,5 milhões de celulares roubados em circulação no Brasil. O presidente destacou que o governo possui o cadastro, o endereço e o chassi desses aparelhos, o que viabilizaria a comunicação direta com quem está de posse deles.
O aplicativo Celular Seguro e a nova proposta
Atualmente, o aplicativo Celular Seguro já permite que vítimas de roubo, furto ou extravio bloqueiem imediatamente o aparelho, a linha telefônica e contas bancárias associadas ao smartphone. A nova medida estudada visa complementar essa ferramenta, buscando uma abordagem mais proativa na recuperação dos bens.
A intenção é que, ao receber a mensagem, o indivíduo que esteja com o celular roubado seja incentivado a devolvê-lo nos Correios, evitando assim possíveis penalidades. A natureza exata dessas “consequências” mencionadas pelo presidente ainda não foi detalhada, mas sugere uma intensificação no combate a esse tipo de crime.
Distribuição de renda e inclusão social em foco
Durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), Lula também reforçou a importância das políticas de distribuição de renda e inclusão social. Ele defendeu que o foco deve ir além dos números isolados de crescimento econômico.
“O que é importante é que aos poucos a gente vai colocando a parte mais sensível e mais pobre da população dentro do orçamento do país, levando a sério a educação, a saúde e a legalização de terras indígenas”, afirmou o presidente. Ele mencionou ainda a entrega de documentação de terras quilombolas, destacando que a cerimônia marcará “48% de tudo quanto é terra quilombola registrada nesse país.”
Críticas ao mercado financeiro e otimismo para a Copa
O presidente Lula também teceu críticas à reação do mercado financeiro em relação às metas fiscais do governo, comentando que “Se a gente tiver um déficit de 0,20% vai cair o mundo.” Ele expressou um desejo de vitória para a seleção brasileira em sua partida de estreia na Copa do Mundo de 2026, contra Marrocos.
“Eu quero que o Brasil ganhe. Se ganhar de meio a zero, já está bom”, concluiu, relembrando outros momentos da seleção. A declaração foi feita em tom leve, mas demonstra o anseio nacional pela conquista do hexacampeonato.